Balanço

Faturamento e produção do setor eletroeletrônico ficam estáveis em 2019

Redação/Assessoria
05/12/2019 16:33
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O faturamento da indústria eletroeletrônica deve encerrar 2019 em R$ 154 bilhões. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que divulgou hoje seus indicadores anuais, apesar do crescimento nominal de 5% na comparação com 2018 (R$ 146,1 bilhões), não houve aumento real, uma vez que a inflação do setor, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), também fechou o ano em 5%.

A produção industrial de bens eletroeletrônicos também apresentou estabilidade em 2019 em relação ao ano passado. Já a utilização da capacidade instalada subiu de 74% para 75% este ano.

A estabilidade no faturamento e na produção do setor ocorre após dois anos consecutivos de resultados positivos. “Este ano o setor andou de lado e não conseguimos apresentar crescimento”, afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Ele ressalta que a atividade produtiva ficou aquém das expectativas, em função, principalmente, da demora na aprovação das reformas, que só tiveram encaminhamento positivo no segundo semestre.

Emprego

Houve, entretanto, incremento no número de empregados do setor, que subiu de 232,2 mil para 235 mil trabalhadores em 2019, um acréscimo de 2,8 mil postos de trabalho, correspondente a um aumento de 1,2%.

Apesar disso, a indústria eletroeletrônica está longe de alcançar os níveis de emprego dos anos anteriores. Em dezembro de 2013, o setor empregava 308,6 mil trabalhadores. “São empregos que dificilmente serão recuperados”, afirma Barbato.

Balança comercial

As exportações pouco contribuíram para o faturamento da indústria eletroeletrônica, com queda de 5% em 2019, passando de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,6 bilhões. Já as importações subiram 1%, de US$ 31,8 bilhões, em 2018, para US$ 31,9 bilhões este ano.

Com isso, o déficit da balança comercial deve atingir US$ 26,4 bilhões, total 2% superior ao apresentado em 2018 (US$ 25,9 bilhões).

Perspectivas

Para 2020, os empresários do setor têm expectativas favoráveis. A mais recente Sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 76% das empresas projetam crescimento nas vendas/encomendas no próximo ano; 21%, estabilidade e apenas 3%, queda.

Também o último Índice de Confiança do Setor Eletroeletrônico (ICEI) divulgado pela Abinee, em novembro, atingiu 61 pontos. Acima de 50 pontos, o ICEI indica confiança do empresário. “Estamos encerrando 2019 com um Índice de Confiança positivo, porém menor do que o do ano passado”, observa Barbato. Em novembro de 2018, logo depois das eleições, o otimismo era maior e o ICEI havia alcançado 65,2 pontos.

Considerando a projeção de crescimento do PIB de 2,2% e inflação em torno de 3,6% ao ano em 2020, o setor eletroeletrônico espera um crescimento nominal de 8% e real (descontada a inflação) de 4% no faturamento, que deve alcançar R$ 166 bilhões.

A Abinee também projeta elevação de 3% na produção e aumento no nível de emprego, que deve passar de 235 mil para 239 mil trabalhadores. As exportações devem crescer 4% (US$ 5,8 bilhões) e as importações, 11% (US$ 35,3 bilhões) — neste último caso, em função da esperada ampliação na atividade produtiva. “Aos poucos a economia vai se reativando e o ambiente parece demonstrar uma maior confiança dos empresários”, afirma o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

Sobre a Abinee - Fundada em setembro de 1963, a Abinee é uma sociedade civil sem fins lucrativos que representa a indústria elétrica e eletrônica, congregando cerca de 450 empresas nacionais e estrangeiras. Fazem parte do quadro de associadas fabricantes das áreas de Automação Industrial; Componentes Elétricos e Eletrônicos; Dispositivos Móveis de Comunicação; Equipamentos Industriais; Equipamentos para Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica; Informática; Material Elétrico de Instalação e Telecomunicações. Com sede em São Paulo, a entidade tem sua atuação garantida em nível nacional através de diretorias e escritórios em Minas Gerais, Nordeste, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília.

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