Niterói Naval Offshore

Falta de mão de obra e mais inovação no setor foram os destaques da abertura do evento

Foi aberta na manhã de hoje (7), em Niterói, a quarta edição da Niterói Naval Offshore (NNO). A cerimônia de abertura contou com a presença das principais autoridades do município e representantes da indústria naval do país. O desafio da formação de profissionais e a necessidade de inova

Redação
07/11/2011 15:10
Falta de mão de obra e mais inovação no setor foram os destaques da abertura do evento Visualizações: 598

Foi aberta na manhã de hoje (7), em Niterói, a quarta edição da Niterói Naval Offshore (NNO). A cerimônia de abertura contou com a presença das principais autoridades do município e representantes da indústria naval do país. O desafio da formação de profissionais e a necessidade de inovação do setor foram os principais tópicos levantados pelos participantes da mesa.

 

Em sua apresentação, o secretário municipal de Ciência e Tecnologia e presidente do comitê organizador da feira, José Raymundo Martins Romêo, ressaltou que a NNO vai mobilizar além do mercado naval, o segmento de inovação tecnológica que irá atender as demandas do setor. “Queremos estabelecer pontes com a sociedade, estreitar laços entre todas as áreas pertinentes, pois será interessante para as escolas técnicas e universidades iniciarem elos de ligação com os expositores”, disse.

 

Segundo o presidente da Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental (ITAESA), Pedro Thadeu Silva, o evento é uma resposta as oportunidades da indústria que surgiram com as contínuas demandas de exploração de petróleo com destaque para o pré-sal.

 

Ainda na cerimônia de abertura, o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, destacou a importância das universidades no desenvolvimento do país, principalmente na área de ciência e tecnologia. E Sérgio Machado, presidente da Transpetro indicou que a maior dificuldade hoje do mercado ainda é a formação de profissionais. Entretanto, de acordo com ele, o Brasil tem demanda para garantir a produção da área naval por muitos anos mais.

 

"Devemos investir na formação e no treinamento de pessoal assim como na qualificação de profissionais para cargos de alto nível". O executivo disse ainda que Niterói tem que se destacar não só pelos estaleiros mas também pela sua cadeia produtiva e a indústria de navipeças.

 

Na ocasião, o presidente do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e offshore), Ariovaldo Rocha, afirmou que atualmente a indústria naval de Niterói gera aproximadamente 20 mil empregos diretos e que este número deve ser ainda maior até o final deste ano.

 

Já o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Felipe Peixoto, aproveitou a cerimônia para informar que estão sendo feitos estudos para o projeto de dragagem do entorno da Ilha da Conceição que atualmente é deficitário pois restringe o acesso e a circulação das embarcações aos estaleiros em Niterói.

 

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