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Fábrica de celulose importará peças pelo Porto de Paranaguá

Cerca de 30.000 toneladas de equipamentos para a fábrica irão passar pelos berços do porto. Destas, 15.000 toneladas chegarão por contêiner, o que corresponde a 1.700 TEUs (twenty-foot equivalent unit) e o restante chegará em navios de carga geral. A previ

A Tribuna
12/07/2011 06:40
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Chegarão pelo Porto de Paranaguá, a partir de outubro, peças para a maior fábrica de celulose de fibra curta do mundo. Representantes de duas empresas finlandesas que trarão o equipamento estiveram nesta quinta-feira em Paranaguá para conhecer a estrutura do terminal. O empreendimento, denominado Projeto Eldorado, será construído em Três Lagoas (MS).

Cerca de 30.000 toneladas de equipamentos para a fábrica irão passar pelos berços do Porto de Paranaguá. Destas, 15.000 toneladas chegarão por contêiner, o que corresponde a 1.700 TEUs (twenty-foot equivalent unit) e o restante chegará em navios de carga geral. A previsão é que o material todo chegue em etapas pelo período de 12 meses. A fábrica deve entrar em operação já no segundo semestre de 2012.

A finlandesa Wasa Logistics foi responsável por todo o estudo logístico de transporte de Paranaguá até o local da fábrica no Mato Grosso do Sul. A Wasa optou pelo terminal paranaense pela localização privilegiada do porto, o que permitirá fácil deslocamento das peças. De todas as peças transportadas, oito terão mais de 80 toneladas.

“Este é mais um dos muitos clientes que estamos conquistando nesses primeiros meses de trabalho. A nossa intenção é atrair cada vez mais movimentação de cargas para o Porto, principalmente a carga geral que tem alto valor agregado”, afirmou Lourenço Fregonese, diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Projeto

A fábrica contará com um investimento de R$ 4,8 bilhões, tendo uma capacidade de produção de 1,5 milhão de tonelada/ano de celulose. Parte desses recursos será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) juntamente com instituições financeiras do mundo todo. Trinta mil hectares/ano de eucaliptos plantados no Brasil produzirão toda a matéria-prima necessária para que a fábrica produza por cerca de cinco anos.

Aproximadamente 70% de todo o material que será usado para a construção da fábrica é proveniente da Andritz, empresa da Finlândia que possui filial em Curitiba e decidiu usar o terminal portuário de Paranaguá para trazer suas peças. “A estrutura do porto de Paranaguá é ideal para o transporte dos equipamentos, o que vai agilizar e muito o trabalho de logística do empreendimento”, afirma Leoni M. D. Savaris, gerente da Andritz no Brasil.
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