Indústria Naval

Fábrica de cascos reforça crença no sucesso do polo naval

Qualquer desconfiança de Rio Grande sobre o sucesso do polo naval se dissipa. A assinatura da carta de intenções entre Petrobras e Engevix Engenharia para a construção de oito cascos de plataformas, na quinta-feira, confirmou o investimento de US$ 3,75 bilhõ

Zero Hora
04/05/2010 09:02
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Qualquer desconfiança de Rio Grande sobre o sucesso do polo naval se dissipa. A assinatura da carta de intenções entre Petrobras e Engevix Engenharia para a construção de oito cascos de plataformas, na quinta-feira, confirmou o investimento de US$ 3,75 bilhões na cidade. Após a incerteza, o clima de segurança aumenta no sul do Estado.

 

 

  Além dos bilhões, a fábrica de cascos, localizada no dique seco, prevê a criação de 7 mil empregos entre 2012 e 2017. Marcará o fim das oscilações na economia local. No momento, Rio Grande vive uma entressafra entre duas plataformas. A construção da P-53, de 2007 a 2008, gerou cerca de 4 mil empregos. Como a P-55 só deve deslanchar no segundo semestre, o comércio sente a queda, o que motiva a desconfiança recente de um setor que viveu quase duas décadas de estagnação.

 

 

- O período é de qualificar o serviço. O comerciante não pode esperar, deve se antecipar. A P-53 deixou lições - alerta Paulo Somensi, presidente da Câmara do Comércio local, atento à entrada de grandes redes de hotelaria, mercado e departamento na cidade, movimento considerado irreversível após a assinatura da carta de intenções.

 

Somados, os investimentos da Petrobras em plataformas e cascos chegam a R$ 14 bilhões no município. Cenário que mudou o teor das reuniões quinzenais da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

 

 

- Se antes chorávamos pela falta de perspectivas, hoje nossa crise é pensar o que fazer com todo este investimento - afirma Renan Guterres Lopes, presidente da entidade. - Grandes investimentos são anunciados com tanta frequência, que ficamos desconfiados. Cada confirmação enche o comércio de expectativa - completa.

 

 

Por assegurar trabalhos em larga escala por pelo menos cinco anos, a fábrica de cascos é vista como a consolidação do polo naval, mais importante que as plataformas de petróleo P-53 (pronta), P-55 e P-63.

 

 

- As plataformas são grandes intervenções, porém os cascos nos garantem a continuidade, dão maior vida útil ao polo. Este ok para o início do projeto torna nosso desenvolvimento irreversível - destaca o prefeito Fábio Branco (PMDB).

 

 

Monitorando as negociações entre Engevix e Petrobras desde agosto do passado, quando foi divulgado o resultado a licitação, Branco já iniciou as tratativas para que o consórcio vencedor se instale em Rio Grande. Uma área no Distrito Industrial, em frente ao dique seco, foi reservada. Empresas de apoio também devem acelerar sua migração.

 

 

- Com a confirmação desta continuidade, o setor metalmecânico terá demanda certa na região sul por mais tempo. O fenômeno deve deslocar estas empresas para a região sul - prevê o economista Flávio Feijó, da Universidade Federal de Rio Grande (Furg).

 

 

Fonte: Zero Hora/Guilherme Mazui    

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