Álcool

Exportações de etanol devem recuar

Valor Econômico
07/06/2005 00:00
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As exportações brasileiras de álcool deverão recuar na safra 2005/06 (de maio a abril), com a menor demanda dos Estados Unidos no mercado. Dados da consultoria Datagro indicam que as usinas sucroalcooleiras deverão embarcar cerca de 2,3 bilhões de litros, ante os 2,6 bilhões exportados na safra 2004/05.
"Os Estados Unidos estão aumentando a produção doméstica", observou Plínio Nastari, presidente da consultoria. A desvalorização do dólar sobre o real também inviabiliza as exportações brasileiras para o mercado americano, que cobra tarifa de US$ 0,52 por galão (3,78 litros). "No ano passado, as usinas conseguiram exportar álcool direto para os EUA, mesmo com a tarifa", disse. Tradicionalmente, o álcool brasileiro entra no mercado americano via Caribe.
No ano passado, os Estados Unidos importaram 424,9 milhões de litros do Brasil. A perspectiva para este ano é de que os volumes fiquem em torno de 100 milhões de litros. Os EUA foram o segundo principal destino do álcool brasileiro na safra 2004/05. A Índia foi o maior importador, com volumes de 477,3 milhões.
Os dados da safra 2004/05 surpreenderam o setor. A expectativa da Datagro era de que os embarques somassem 2,47 bilhões, mas os volumes chegaram a 2,6 bilhões de litros, um crescimento foi de 138,5% sobre o ciclo anterior.
Para esta safra, a 2005/06, as usinas do Centro-Sul deverão embarcar 1,7 bilhão de litros, 9,5% menos que os 1,88 bilhão da safra anterior. Já o Nordeste, que enfrenta problemas climáticos, deverá reduzir seus negócios de 720 milhões para 600 milhões de litros, segundo Nastari.
A forte seca que afetou os canaviais no início do ano, sobretudo no Paraná, levou a Datagro a rever seus números para a colheita da safra 2005/06. A consultoria estima que a colheita no Centro-Sul atingirá 351 milhões de toneladas. Os volumes estão abaixo da primeira estimativa feita, de 358 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, será um crescimento de 6,7%.
Mesmo atualizadas, as estimativas da Datagro ainda estão acima dos volumes previstos pela União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). A Unica prevê que a colheita atinja até 345 milhões de toneladas de cana. Alinhada com o discurso do setor sucroalcooleiro, a Datagro também prevê que a atual safra será também mais alcooleira. Segundo Nastari, 50,4% da sacarose contida na cana será destinada ao álcool e outros 49,6% serão para o açúcar.
No Nordeste, onde a seca teve um impacto ainda maior sobre os canaviais, a colheita da nova safra, que se inicia a partir de agosto em alguns Estados, está estimada em 51 milhões de toneladas, 11% menor que a safra anterior.

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