Economia

Exportações brasileiras devem ter queda em 2014

Previsão foi anunciada pela AEB.

Agência Brasil
17/12/2013 17:30
Visualizações: 681

 

De acordo com previsão divulgada hoje (17), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras deverão ter queda em 2014, bem como as importações. A entidade estima que as vendas do Brasil para o exterior no próximo ano deverão atingir US$ 239,053 bilhões, mostrando recuo de 0,4% ante as exportações esperadas para o ano fechado de 2013, de US$ 239,904 bilhões.
Para as importações, a queda projetada é 3,1% entre a previsão de US$ 231,830 bilhões para 2014 e o resultado esperado este ano, de US$ 239,200 bilhões. O superávit em 2014, embora pequeno (US$ 7,223 bilhões), ficará 926% acima dos US$ 704 milhões aguardados para este ano.
“Todas as commodities estão com os preços em baixa. Essa queda [das exportações] só não vai ser maior porque há uma expectativa de que, em 2014, a quantidade de petróleo exportada pela Petrobras aumente 50%. Isso é que vai compensar a queda”, explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à 'Agência Brasil'. Sem esse fator, ele alerta que o comércio exterior brasileiro experimentaria déficit comercial no ano que vem.
Em comparação à revisão feita em julho passado, os números fornecidos agora pela AEB revelam incremento para as exportações brasileiras este ano (US$ 230,511 bilhões, projetados em julho, para US$ 239,904 bilhões hoje). O mesmo ocorreu em relação às importações. A revisão feita em julho apontava embarques para o Brasil no valor de US$ 232,519 bilhões, contra US$ 239,200 bilhões previstos nesta terça-feira (17).
José Augusto de Castro observou que, em julho deste ano, a AEB projetava um déficit comercial em torno de US$ 2 bilhões na balança brasileira, que só “não vai ocorrer porque o valor das plataformas de petróleo que foram exportadas este ano é recorde em todos os tempos, da ordem de US$ 6,5 bilhões”. Se não fosse por essa razão, o país experimentaria déficit comercial, garantiu Castro.
Avaliou que o Brasil continuará sendo um exportador de commodities em 2014. Não há, segundo ele, chance de reverter esse cenário no curto prazo. Para isso, precisa reduzir o custo de logística. “Isso vai demorar, pelo menos, três anos para começar a ter resultados”.
Reforma tributária, redução do custo trabalhista, diminuição da burocracia, são outras medidas que demandam prazo de dois a três para apresentar resultado, “desde que comecem a ser implantadas agora. Porque, infelizmente, vamos continuar dependentes das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional)”, comentou.

De acordo com previsão divulgada hoje (17), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras deverão ter queda em 2014, bem como as importações. A entidade estima que as vendas do Brasil para o exterior no próximo ano deverão atingir US$ 239,053 bilhões, mostrando recuo de 0,4% ante as exportações esperadas para o ano fechado de 2013, de US$ 239,904 bilhões.

Para as importações, a queda projetada é 3,1% entre a previsão de US$ 231,830 bilhões para 2014 e o resultado esperado este ano, de US$ 239,200 bilhões. O superávit em 2014, embora pequeno (US$ 7,223 bilhões), ficará 926% acima dos US$ 704 milhões aguardados para este ano.

“Todas as commodities estão com os preços em baixa. Essa queda [das exportações] só não vai ser maior porque há uma expectativa de que, em 2014, a quantidade de petróleo exportada pela Petrobras aumente 50%. Isso é que vai compensar a queda”, explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à 'Agência Brasil'. Sem esse fator, ele alerta que o comércio exterior brasileiro experimentaria déficit comercial no ano que vem.

Em comparação à revisão feita em julho passado, os números fornecidos agora pela AEB revelam incremento para as exportações brasileiras este ano (US$ 230,511 bilhões, projetados em julho, para US$ 239,904 bilhões hoje). O mesmo ocorreu em relação às importações. A revisão feita em julho apontava embarques para o Brasil no valor de US$ 232,519 bilhões, contra US$ 239,200 bilhões previstos nesta terça-feira (17).

José Augusto de Castro observou que, em julho deste ano, a AEB projetava um déficit comercial em torno de US$ 2 bilhões na balança brasileira, que só “não vai ocorrer porque o valor das plataformas de petróleo que foram exportadas este ano é recorde em todos os tempos, da ordem de US$ 6,5 bilhões”. Se não fosse por essa razão, o país experimentaria déficit comercial, garantiu Castro.

Avaliou que o Brasil continuará sendo um exportador de commodities em 2014. Não há, segundo ele, chance de reverter esse cenário no curto prazo. Para isso, precisa reduzir o custo de logística. “Isso vai demorar, pelo menos, três anos para começar a ter resultados”.

Reforma tributária, redução do custo trabalhista, diminuição da burocracia, são outras medidas que demandam prazo de dois a três para apresentar resultado, “desde que comecem a ser implantadas agora. Porque, infelizmente, vamos continuar dependentes das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional)”, comentou.

 

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