Negócios

Expansão naval traz empresas multinacionais a Santos

A Imtech Marine, especialista no mercado de equipamentos elétrico e eletrônico de embarcações, abriu seu primeiro escritório no Brasil no mês passado, em Santos. Sua atuação terá dois focos, a realização de projetos

A Tribuna
26/10/2012 11:22
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A retomada da indústria naval no Brasil e os planos de expansão do Porto de Santos atraíram uma nova empresa para o país: a Imtech Marine, líder global no mercado de equipamentos elétrico e eletrônico de embarcações. Interessada nas oportunidades de negócios criadas pelo desenvolvimento econômico nacional, ela abriu seu primeiro escritório no Brasil no mês passado, em Santos.

A atuação da Imtech no país terá dois focos, a realização de projetos e a prestação de serviços. Essas são as duas principais vertentes da empresa, fundada há 150 anos na Europa, explicou o diretor do escritório de Santos, Frederico Abdalla.

A parte de serviços refere-se à substituição ou à manutenção dos equipamentos elétricos ou eletrônicos de navios de todos os tipos - cargueiros, de cruzeiros ou barcos de esporte e recreio. O atendimento é feito a bordo por técnicos da firma. Hoje, quatro profissionais atuam no cais santista.

“Temos um sistema mundial integrado, o GSS, por onde recebemos a comunicação de bordo ou de alguma de nossas filiais informando que uma embarcação, seja nosso cliente ou não, está com problema. Pelo sistema, eles localizam o escritório mais próximo do próximo porto de escala da embarcação e que possua as peças para substituição ou reparo. E essa filial é acionada”, detalhou Abdalla.

A especialidade da Imtech é a automação de sistemas de navios, como os de radar, comunicação por satélite, aquecimento, ventilação, ar-condicionado e combate a incêndio. “Muitas empresas prestam serviço pontualmente, algumas no quesito rádio, outras na manutenção de radares, mas nenhuma presta todo o serviço. Então a nossa especialidade é a automação do sistema”.

Quando o assunto são os projetos, o diretor explica que a empresa atua em parceria com estaleiros na confecção de embarcações. A Imtech vai a bordo do navio junto com o estaleiro que o constrói e assume a responsabilidade pelas partes elétrica e eletrônica - do cabeamento ao combate a incêndios.

“Quando o estaleiro é contratado por um armador para confeccionar determinada embarcação, esse armador geralmente aceita ou concorda na criação da embarcação com a Imtech”, destacou o diretor.

A parte de serviços será o grande foco do escritório de Santos. Já os pedidos de projetos devem ser tratados na filial do Rio de Janeiro, que está sendo implantada. A partir do próximo ano, a empresa planeja abrir mais duas unidades no Brasil, uma em Recife (PE) e outra em um município do Rio Grande do Sul.

Com todo esse know-how, a Imtech pretende participar da licitação para a implantação do sistema de monitoramento e informações de tráfego de navios (VTMIS) no Porto de Santos. A empresa já conta com experiência na fabricação do sistema em diversos outros países, em parceria com outras companhias.

“Temos 20 radares instalados num projeto grande na Estônia, três centros de comunicação em Portugal, um na Bulgária, um na costa da Alemanha e um simulador em Hamburgo (também na Alemanha). Não sei se teremos tempo hábil, mas temos a intenção de participar em Santos sim”, disse Frederico Abdalla.

Além do VTMIS, as ações da Imtech no Brasil também incluem a participação em um projeto de transporte por barcaças, em desenvolvimento pela mineradora Vale. A firma está envolvida na construção das embarcações. “A Europa oferece logística de distribuição de mercadorias inland. Isso é feito por meio dos rios e nós somos especialistas nas embarcações usadas nesse serviço, as barcaças. E isso está se acelerando no Brasil”.

E foi justamente a demanda brasileira por novos projetos e a retomada da indústria naval que fizeram a Imtech decidir se instalar no país. “Temos a informação lá fora de que o Brasil está crescendo muito no departamento de estaleiros. Os estaleiros nacionais voltaram a estar ativos, o que não acontecia no passado. Viemos vislumbrando essa necessidade de uma empresa que presta serviço numa característica geral”.
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