O Programa de Mobilização Nacional da Indústria de Petróleo e Gás Natural (Prominp) promoveu nesta quarta-feira (24), no auditório da Firjan, o Workshop de Tecnologia de Construção Naval e Offshore. Na ocasião, foi apresentado um conjunto de tecnologias de processos de fabricação, incluin
Da RedaçãoO Programa de Mobilização Nacional da Indústria de Petróleo e Gás Natural (Prominp) promoveu nesta quarta-feira (24), no auditório da Firjan, o Workshop de Tecnologia de Construção Naval e Offshore. Na ocasião, foi apresentado um conjunto de tecnologias de processos de fabricação, incluindo soluções japonesas de construção naval e offshore que podem levar ao aumento da competitividade e da produtividade do setor.
O programa incluiu a apresentação de um diagnóstico da indústria nacional de construção naval e offshore, pelo professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, Floriano Pires Junior, e do contexto da siderurgia brasileira de aços planos e o atendimento ao mercado naval e offshore, pelo vice-Presidente de Negócios da Usiminas, Sergio Leite.
Depois, foi ministrado um grupo de palestras sobre soluções japonesas para construção naval e offshore, envolvendo tecnologia e aplicação de aços no setor, equipamentos e processos de soldagem, centros de serviço e linhas de fabricação de painéis.
Além de representantes do governo, da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), estiveram presentes representantes de empresas nacionais e estrangeiras ligadas ao naval e offshore (Usiminas, Nippon Steel, Sumikin, Metal One, White Martins e Lincoln Electric), além de projetistas e representantes de associações de classe e de universidades.
O evento faz parte das ações desenvolvidas pelo Prominp para o aumento da competitividade da indústria nacional do setor de petróleo e gás. Em outra vertente, o Prominp prepara profissionais para atender às demandas de investimentos do setor e até o final do ano terá qualificado 78 mil pessoas. O último diagnóstico feito pelo programa mostra que será necessário qualificar 207 mil profissionais até 2013.
Para o professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, Floriano Pires Junior, o ideal seria criar núcleos regionais e de tecnologia e consolidar uma rede de P&D para a competitividade da industria brasileira de construção naval. Uma rede formada por estaleiros, Petrobras, Transpetro, universidades, centros de pesquisa, MCT/FINEP, BNDES, ANP e empresas da cadeia de fornecedores.
“É preciso empreender um esforço coletivo e concentrado no processo de geração e disseminação das tecnologias mais críticas para a indústria naval brasileira. É preciso fazer investimentos em gestão de processos e de produção. Mas a engenharia brasileira tem condições de superar essas dificuldades”.
O vice-Presidente de Negócios da Usiminas, Sergio Leite, destacou a importância estratégica da participação da companhia na industria naval e offshore. “Participamos do setor desde a década de 60”, observou.
Segundo Leite, o mercado de aço no Brasil ainda é pequeno, considerando os volumes mundiais, mas cresceu pelo menos cinco vezes nos últimos trinta anos. “Com as encomendas da Transpetro, a demanda da Petrobras e de outras empresas como PDVSA e Log-in (Vale) o potencial do mercado de navios é promissor”, avaliou, acrescentando que, com a expansão do Estaleiro Atlântico Sul, EISA e W Torre, a capacidade de processamento de aço, hoje de 450 mil toneladas ano, pode chegar a 550 mil toneladas ano em 2014.
“Hoje há uma disputa de projetos em nível global, com maior número de players capacitados tecnologicamente nesse segmento”, disse. “Dentro da estratégia de atendimento da indústria de óleo e gás, temos atuando no sentido de realizar investimentos significativos para nos posicionarmos no estado da arte tecnológico e estarmos competitivos para atender as demandas futuras”.
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