E&P

EUA permite utilização do primeiro FPSO no Golfo do México

Plano de desenvolvimento da Petrobras para os campos de Cascade e Chinook no Golfo do México é aceito pela agência reguladora do setor nos Estados Unidos. Até então os FPSO eram classificados como navios estrangeiros e não tinham permissão para operar na costa norte-americana.

Redação
12/12/2006 00:00
Visualizações: 2060

O plano conceitual da Petrobras para o desenvolvimento dos campos de Cascade e Chinook, no Golfo do México, foi aprovado pelo Mineral Management Service (MMS). O projeto de exploração inclui a utilização de um FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading) e seis tecnologias nunca aplicadas na região.

O MMS é a agência do governo dos Estados Unidos, subordinada ao Departamento do Interior, que administra os recursos de petróleo, gás natural e outros minerais na plataforma continental marítima daquele país. Até então, as plataformas flutuantes eram proibidas por serem consideradas navios de bandeira estrangeira, não permitidos para operar nas costas norte-americanas.

A Petrobras é operadora de ambos os campos e tem parcerias com a Devon (50%) no campo de Cascade e com a TotaL E&P USA, INC., uma subsidiária da TOTAL SA, no campo de Chinook, onde a divisão é de 66% para a Petrobras e 33% para a Total.

Segundo informa a petroleia brasileira, a aplicação de novas tecnologias pela possibilitará o desenvolvimento mais acelerado dos campos, em fases, com início de produção previsto para 2009.

A companhia informa que o plano prevê a instalação e operação de um FPSO em profundidade de água de aproximadamente 2.500 metros. Na primeira fase dois poços submarinos em Cascade e um em Chinook, cada um com aproximadamente 8.200 metros de profundidade, serão interligados. O escoamento da produção de óleo e gás será por navio aliviador e gasoduto, respectivamente. Novos poços poderão ser interligados em função do comportamento dos reservatórios.

"Estudos mais detalhados de engenharia darão prosseguimento ao processo, incluindo a elaboração do Plano Operacional de Águas Profundas, que incluirá todo detalhamento técnico demonstrando que estas novas tecnologias atenderão ou excederão as exigências atuais para operações no Golfo do México", explic a companhia.

As tecnologias são o FPSO com turret desconectável, que permite a sua remoção durante a passagem de furacões e outras intempéries, transporte de óleo por navio aliviador, bombas submersas, risers auto-sustentáveis, estacas torpedo e linhas de ancoragem de polyester.

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