Indústria Naval

Estaleiros buscam expansão

A crescente demanda da indústria naval offshore já permite ao grupo construtor do Estaleiro Atlântico Sul (EAS, o mais novo e maior existente hoje no País) a estudar a possibilidade de replicar os investimentos e construir uma segunda unidade, provavelmente na Bahia, segun

Jornal do Commercio
28/10/2009 07:45
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A crescente demanda da indústria naval offshore já permite ao grupo construtor do Estaleiro Atlântico Sul (EAS, o mais novo e maior existente hoje no País) a estudar a possibilidade de replicar os investimentos e construir uma segunda unidade, provavelmente na Bahia, segundo fontes.

O diretor do EAS, Fernando Tourinho, não confirmou ontem o local, mas garantiu que está nos planos do consórcio administrador do negócio investir numa nova unidade voltada para a construção de navios de grande porte e plataformas de exploração, produção e até de sondas de perfuração. "Já estudamos 17 áreas e estamos avaliando a possibilidade", comentou em entrevista após participar de evento do setor naval, realizado no Rio.

A perspectiva de um segundo investimento do consórcio do EAS, formado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, vem somar-se a algo entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão de investimentos unitários que devem ser feitos em cada um dos estaleiros que já foram anunciados: da OSX (do Grupo EBX), em Santa Catarina, da Odebrecht, na Bahia, Jurong no Espírito Santo e outros dois ainda em negociação, no Ceará e em São Paulo.

Para o diretor da Delba Marítima, Fernando José da Cruz, a demanda por novas áreas capazes de construir navios é emergencial para que o Brasil toque adiante seu projeto de desenvolvimento nesta área. Como executivo à frente de um armador responsável por atender a Petrobras com embarcações de pequeno porte, de apoio às plataformas de petróleo, ele destacou que deixou de participar de recente licitação da Petrobras para encomenda deste tipo de navio por falta de local onde construí-las.

Segundo Cruz, a companhia estuda a possibilidade de fazer uma base própria de construção e reparos navais, seja em terra ou flutuante para atender esta demanda, na mesma linha da Rolls Royce, que inaugura na próxima semana base em Niterói com esta finalidade. No caso da Rolls Royce, a unidade vai atender não somente a demanda da Petrobras como de outras companhias que atuam no Brasil.

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