Setor naval

Estado terá mais um estaleiro em Niterói

Jornal do Commercio
16/07/2004 00:00
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O Estado do Rio, que concentra a maior parte da indústria naval do País, terá mais um estaleiro nos próximos meses. Foi concedida pela Feema a licença ambiental que autoriza a dragagem, e o conseqüente funcionamento, do Estaleiro Intercan, localizado em apêndice do antigo Caneco, no Caju. As obras para a reestruturação do estaleiro demandarão investimentos de US$ 5 milhões, com a expectativa de que sejam gerados mil empregos diretos.
O anúncio foi feito pelo secretário de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo, Wagner Victer, durante palestra realizada na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro. O Intercan é um empreendimento dos grupos Superpesa e Carvalhão, e sua atividade será voltada para a compressão de módulos de embarcações offshore.

Caneco é o próximo - A expectativa de Victer é de que os módulos de compressão das plataformas P-51, P-52 e P-54 sejam feitos no Intercan.
"Essas encomendas devem ser superiores a US$ 100 milhões", afirmou o secretário, acrescentando que o estaleiro deve entrar em atividade em, no máximo, 18 meses.
O secretário adiantou que as negociações para a revitalização do Estaleiro Caneco, atualmente arrendado pelo grupo Rionave desde 2000, estão em fase final e exigirá investimentos entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões, que viriam de um pool de bancos nacionais que se associariam ao Rionave.
"Não há nada definido ainda. A expectativa é de que tudo seja definido nos próximos 30 dias", ressaltou Victer, que espera que o estaleiro já esteja pronto para a próxima licitação da Transpetro.

Críticas à MP 177 - Victer voltou a tecer críticas à decisão do presidente Lula em vetar alguns pontos da MP 177, como o fundo garantidor para o setor naval.
"O seguro criado é um factóide financeiro. Ele funciona em alguns casos, mas em outros não", criticou. Segundo o secretário, a grande questão é a contragarantia que o seguro exige para garantir a construção dos navios. Na prática internacional, varia entre 5% e 10% do valor do projeto, enquanto que a Transpetro exige o valor integral, o que dificulta que os estaleiros atendam às exigências.
O secretário sugeriu a criação de um mecanismo via BNDES para garantir que o dinheiro realmente é aplicado nos projetos.
O diretor comercial do Estaleiro Mauá-Jurong, José Roberto Simas, afirmou que a medida provisória pode fazer com que a empresa reveja seus planos.
"Os investimentos futuros estavam ligados à essa decisão. Vamos ter que reavaliar algumas coisas", lamentou.

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