Monitor Mercantil
O secretário fluminense de Indústria e Comércio, Júlio Bueno, revelou que o estado ganhará cinco novos terminais, a curto e médio prazos. O porto de Açú, em São João da Barra, empreendimento do grupo LLX, de Eike Batista, já está com metade das obras concluídas. Em Itaguaí, serão criados dois terminais conjuntos de minério, carvão e aço: o primeiro unirá Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional e grupo Gerdau, e o segundo, Usiminas e LLX. Ainda em Itaguaí - que já conta com o Sepetiba Tecon, haverá um novo porto público de contêineres e um terminal - também de contêineres - a ser licitado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).
Frisou Bueno que terminais de minério deixam pouca riqueza, pois há pequena contratação de mão-de-obra e baixo pagamento de ISS e, por isso, o estado não permitiu, como se desejava, a instalação de 12 unidades só em Itaguaí. Serão menos terminais, mas com obrigação de agregar valor no local, com a instalação de fábricas de beneficiamento. Haverá também a duplicação dos dois terminais de contêineres do Porto do Rio, dos grupos Multiterminais e Libra. Em relação a estaleiros, Bueno admite que houve atrasos em Barra do Furado, no Norte Fluminense, mas lá deverá ser instalado no mínimo um estaleiro e talvez até um pólo de construção naval e navipeças. Em breve sairá a licitação para dragagem, a cargo da União, governo fluminense e das prefeituras de Quissamã e Campos - que para isso usarão dinheiro dos royalties.
Em Itaguaí, a CDRJ vai ceder ao Estado um terreno de 2 milhões de metros quadrados, que será vendido para instalação de um estaleiro. Além de dois novos estaleiros - em Itaguaí e no Norte do Estado do Rio - Bueno citou ainda a reabertura do ex-Ishibrás, com o nome de Estaleiro Inhaúma. Quanto ao antigo Caneco, a reabertura deve demorar um pouco mais. Explicou que, hoje, a área está sendo usada pelo grupo Rio Nave, mas que a justiça fará uma licitação, para escolha da empresa que irá explorar definitivamente o estaleiro, localizado no bairro do Caju, na Zona Norte do Rio.
Fonte: Monitor Mercantil/Sérgio Barreto Motta
Fale Conosco