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Distribuição

Esso encerra operação direta de postos no Brasil

05/10/2005 | 00h00

A Esso Brasileira de Petróleo, subsidiária da ExxonMobil, uma das maiores empresas privadas de petróleo e petroquímica do mundo, está encerrando a operação direta de postos de combustível no Brasil.

No total, a Esso tem 27 postos próprios operados por uma empresa controlada, a Servacar. Estas estações são estratégicas para testar novas tecnologias, treinar pessoal e definir padrões de operação para toda a rede Esso, com cerca de dois mil postos no país.

A decisão da Esso de sair da operação direta implicará na demissão de 600 empregados da Servacar, que a distribuidora tentará recolocar no mercado, e na suspensão de programas de investimento na rede de distribuição, disse ao Valor o presidente da Esso Brasileira, o colombiano Carlos Noack. Ele antecipou que a intenção é arrendar os 27 postos, situados no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, para terceiros seguindo modalidade já aplicada pelo grupo no país.

Noack explicou que a Esso atua com três modelos básicos na distribuição. Dos dois mil postos da rede, quase 90% correspondem a estações de propriedade dos revendedores, que são donos dos terrenos e das instalações e operam com a Esso via contratos de franquia ou uso de marca. Há ainda cerca de 200 postos (10% do total) que pertencem à Esso e são alugados a revendedores em contratos de longo prazo. Por fim está a operação direta das 27 estações (1,3% do total), que serão convertidas à categoria de postos próprios e arrendados.

Noack atribuiu a decisão da empresa à demora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em definir regras mais transparentes para regulamentar a operação direta de postos por distribuidores de combustível. "Ao longo do último ano nos reunimos com a ANP para tratar do tema da operação direta e indireta de postos no Brasil. O governo mostrou interesse em estabelecer regras claras para esse tipo de operação.

Esperamos muito tempo pelo estabelecimento destas regras, mas hoje (ontem) estamos anunciando que vamos sair da operação direta, deixando aberta a possibilidade que, se no futuro, a regulação for mais clara, poderemos voltar a operar", afirmou Noack em sua primeira entrevista como presidente da Esso Brasileira, cargo que ocupa há um ano.

Procurada para comentar as declarações do presidente da Esso, a ANP informou, por meio de sua assessoria, que a portaria 116, de 2000, proíbe o distribuidor de exercer a revenda varejista. No artigo primeiro, a portaria abre exceção em casos em que o posto sirva para treinamento de pessoal. Na visão de Noack, o tema da operação direta no Brasil está politizado a partir de debate promovido por associações de revendedores. Estas entidades, diz o presidente da Esso, alegam que a integração vertical é nociva ao mercado.

E completa: "Nós temos evidencias em contrário. Nos Estados Unidos, em estados onde se proibiu a operação direta por empresas revendedoras, o preço do combustível é mais alto. Nós acreditamos que a operação direta por revendedores aumenta a competitividade e ajuda o consumidor final", argumentou.

Ele disse ainda que a empresa vem conduzindo processo de racionalização que já implicou no fechamento de 700 postos no país. Há três anos, a Esso tinha 2,7 mil postos. Hoje são 2 mil. O movimento resulta da busca pela manutenção de postos rentáveis.

A Esso tem uma participação de 8,3% no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis, o que deixa a empresa entre a quarta e a quinta posição no ranking do setor.



Fonte: Valor Econômico
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