Porto

Espírito Santo quer ter o primeiro porto de águas profundas

O governo Federal pretende trabalhar com uma nova modalidade de concessão e construção de portos com participação da iniciativa privada, como prevê o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). Existem diferentes propostas, nada está de

Redação/ Agência
06/07/2012 09:05
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O Espírito Santo tem grandes chances de ser o primeiro estado a ser beneficiado com a construção de um porto de águas profundas, de acordo com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino. O ministro esteve em Vitória na quinta-feira (5) para assinatura da ordem de serviço de dragagem e de aprofundamento do Porto de Vitória.

A obra de dragagem será realizada pela Secretaria de Portos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no valor de R$ 108,8 milhões.

Atualmente está sendo realizado um estudo que irá definir a localização do porto de águas profundas. As opções são: Vitória (Porto de Tubarão), Vila Velha (mar a dentro, na região da Barra do Jucu), Aracruz (em Barra do Riacho) e Anchieta. A previsão é que essa análise esteja pronta antes do final deste semestre.

“Seria interessante que o Espírito Santo fosse incluído neste processo piloto da nova modelagem para construção de portos de águas profundas”, disse.

O governo Federal pretende trabalhar com uma nova modalidade de concessão e construção de portos com participação da iniciativa privada, como prevê o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). Existem diferentes propostas, nada está definido, mas Brasília estaria a um passo de se comprometer com o Espírito Santo em primazia na construção de um porto em águas profundas dentro do novo modelo, acredita o governador Renato Casagrande (PSB).

“Sinto confiança na relação com o governo Federal. Nós estamos com um bom andamento nas obras do Porto de Vitória. Estamos recebendo investimentos como nunca havíamos recebido até agora. Isso mostra uma mudança de relação com Brasília no que diz respeito a infraestrutura”, disse.

No contrato da obra de dragagem está prevista a retirada de 1,8 milhão de metros cúbicos de sedimentos, 115 mil metros cúbicos de derrocagem (retirada de rochas submersas) e posteriormente, a manutenção por mais dois anos de 502 mil metros cúbicos, nos 7,5 km do canal.

Com a obra, o porto poderá receber embarcações de até 244 metros de comprimento e 12,5 metros de calado. A dragagem aumentará o volume de cargas no Porto de Vitória. Ainda estão previstas obras de contenção e ampliação do cais comercial (R$ 133,4 milhões), construção de berços com retroárea no porto da capital (R$ 140 milhões) e estruturação do pátio de estocagem para carga pesada no cais comercial (R$ 40 milhões).
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