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Especialistas apontam Hidrovia Teles Pires–Tapajós como a melhor opção para escoar a soja brasileira

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Antaq
01/03/2007 21:00
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Especialistas que participaram ontem (1º de março) do Seminário sobre a Hidrovia Teles Pires-Tapajós, promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, em Brasília, ressaltaram a importância da hidrovia para o transporte de grãos, especialmente da soja produzida em Mato Grosso. Segundo eles, nenhum outro modal possui as vantagens econômicas e ambientais da hidrovia para movimentar boa parte das cerca de 45 milhões de toneladas de soja que sai todos os anos do Estado para a exportação.
O Seminário foi aberto pelo diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, que destacou ser o evento mais uma iniciativa promovida pela Agência para consolidar o setor hidroviário como uma importante ferramenta de logística de transportes do país.

O diretor-geral da ANTAQ apontou a questão ambiental como o principal aliado das hidrovias. Segundo informou, com o transporte hidroviário tem-se uma redução de cerca de 90% na emissão de gases tóxicos na atmosfera em relação a outros modais, como o rodoviário, para um mesmo volume de carga transportada. Além disso, lembrou o interesse do setor em manter a mata protegida, com o intuito de garantir a navegabilidade.

Falando em seguida, o diretor da Agência e patrocinador do projeto sobre as hidrovias, almirante Murillo Barbosa, afirmou que o país ainda não acordou para as vantagens do modal em termos da economia de fretes. Lembrou que a ANTAQ vem atuando como catalizadora dos esforços, reunindo os diversos agentes da comunidade hidroviária, no sentido do reconhecimento da real competitividade do setor, e informou que os próximos seminários serão realizados em abril e maio e focalizarão as hidrovias do Paraná-Paraguai e do São Francisco, respectivamente.

Até agora, já foram realizados quatro encontros para discutir os problemas das hidrovias brasileiras: o primeiro focou as experiências das hidrovias do Sul/Sudeste; no segundo foram mostradas as principais dificuldades das hidrovias da Amazônia, Centro-Oeste e Nordeste: no terceiro foram levantados os principais problemas das Hidrovias do Tocantins e do Araguaia, e desta vez foram abordados os problemas e soluções para a Hidrovia Teles Pires-Tapajós.
A mesa de abertura do seminário contou. Ainda, com a participação do diretor da ANTAQ, Decio Mauro Cunha, do superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (AHIMOR), Michel Dib Tachy, do diretor do Departamento de Infra-Estrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Biramar Nunes de Lima, e do assessor da Secretaria Executiva do Ministério dos Transportes, José Leopoldo Cunha e Silva.

Economia de recursos - Os aspectos da Hidrovia Teles Pires-Tapajós foram abordados no seminário pelo superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (AHIMOR), Michel Dib Tachy. O superintendente da AHIMOR defendeu a hidrovia como a melhor alternativa para o transporte da produção de grãos do Centro-Oeste/Norte do país, que deve dobrar em pouco tempo com um aumento substancial da produtividade por hectare, conforme disse, citando informações da Embrapa.

Segundo Tachy, a hidrovia dispõe atualmente de apenas 343 km navegáveis, e para viabilizar a navegação ao longo dos 1.043 km, que é a extensão viável economicamente, seriam necessários recursos da ordem de duzentos milhões de dólares.
Contudo, observou que esse montante pode ser reduzido à metade se a Eletronorte construir uma hidrelétrica na juzante do rio Tapajós, como está previsto. “Portanto, são duas alternativas: se a hidrelétrica for construída, evitaremos a parte mais cara das obras necessárias à navegabilidade da hidrovia; se ela não for construída, teremos que arcar, além dos custos com as obras de dragagem, o custo de construção de eclusas, consumindo o dobro dos recursos financeiros”, avaliou.

Tese de doutorado - Na seqüência, a especialista em regulação da ANTAQ, Ana Paula Fajardo, falou sobre a utilização da hidrovia para a exportação de grãos do Mato Grosso. A especialista desenvolveu uma tese de doutorado demonstrando as vantagens econômicas da hidrovia para a movimentação da soja do Mato Grosso.
De acordo com Ana Paula, a alternativa de transporte na região é a BR 163. Contudo, para recuperação da rodovia, que está em estado precário, seriam necessários recursos da ordem de R$1,5 bilhão, contra os US$ 200 milhões necessários para realizar as obras de viabilização dos 1.043 km da hidrovia.

Competitividade Internacional - Representando os usuários da hidrovia, o assessor da Presidência da Transportes Bertolini, Paulo Vicente Caleffi, discorreu sobre a experiência da Bertolini no Rio Tapajós. Segundo ele, a empresa, que trabalha com os modais rodoviário e aquaviário (fluvial e marítimo), também vê na hidrovia a melhor opção econômica para o transporte na região.

“Os investimentos que seriam necessários para viabilizar a hidrovia também são um atrativo a mais para a escolha do modal, além do custo menor do frete”, apontou, informando que apenas um cliente internacional estaria disposto a pagar o custo total da obra para levar a soja para o exterior.

Trabalho em conjunto - Ao conduzir os debates da parte da manhã do seminário, o superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, José Alex Oliva, afirmou que o momento para dar visibilidade à Hidrovia Teles Pires-Tapajós é agora.

“Temos que trabalhar em conjunto com a Eletronorte, que está fazendo o inventário hidrelétrico da hidrovia, para acharmos as melhores soluções para hidrovia”, observou, ao destacar o papel da ANTAQ como catalizadora dos diversos entes do setor da navegação interior.

Por sua vez, o assessor da Secretaria Executiva do Ministério dos Transportes, José Leopoldo Cunha e Silva, informou que, de acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT), a Hidrovia Teles Pires-Tapajós terá uma taxa de retorno superior a 24%, e o período ideal para sua implantação é entre 2008 e 2011.


Fonte: Antaq

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