Energia

Esgotamento do potencial hidrelétrico mudará prioridades do governo

Eólica e bagaço de cana atenderão expansão.

Agência Brasil
07/11/2013 14:34
Visualizações: 631

 

O secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, disse hoje (7) que a geração de energia hidrelétrica, eólica e a partir do bagaço de cana continuará como prioridade nos próximos anos. Ele ressaltou, porém, que a preocupação das autoridades com o setor têm um horizonte mais amplo e abrangerão também as prioridades que surgirão com o esgotamento do potencial hidrelétrico, previsto para ocorrer entre 2025 e 2030.
Ventura destacou o papel das “últimas fronteiras de grandes usinas” – no caso, Belo Monte e o Complexo de Tapajós – para o país garantir a energia nos próximos dez anos e para se aproximar do potencial máximo previsto para a geração de energia hídrica – que é 260 mil megawatts (MW).
“O governo continuará seguindo no caminho da diversidade de matrizes energéticas, mas com priorizadade na geração de energia hidrelétrica, da que vem do bagaço de cana e da eólica. Essas matrizes vão atender 80% da expansão prevista para os próximos dez anos”, disse o secretário, durante encontro promovido pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine).
Segundo Ventura, uma das prioridades para a geração de energia a partir de matrizes hidrelétricas, é a construção de empreendimentos na Região Norte e de alguns sistemas isolados. “Porém, com o esgotamento do potencial hidrelétrico, previsto para entre 2025 e 2030, vamos definir uma nova transformação, uma nova prioridade, diferente da matriz hidrelétrica. O gás vai dar nova alternativa importante e, talvez, venha a substituir a matriz hidrelétrica”, destacou.
O secretário informou que a projeção do governo é que o gás venha a agregar mais 15 mil MW à potência instalada do país, mas disse que esse número pode aumentar.
De acordo com Ventura, a geração fotovoltaica ainda não é plenamente competitiva, mas há sinais de que os preços estão caindo internacionalmente. "E sabemos do potencial brasileiro para esta matriz, fazendo com que o Brasil [futuramente] avance também nela”.
Presente ao evento, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, apontou, como fator relevante para diminuir os gastos com o acionamento de usinas térmicas, o investimento em tecnologias que ajudem a prever o comportamento climático no Brasil.
“Vai demorar para estarmos razoavelmente [avançados] em termos de previsão climática. Estamos bem para o prazo de sete ou dez dias, mas isso tem de ser ampliado, para termos melhor previsão sobre a necessidade de ligar ou não usinas térmicas”, disse Chipp. Para ele, o país precisa priorizar também investimentos em geração de energia térmica na Região Sul e em linhas de transmissão no Nordeste.

O secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, disse hoje (7) que a geração de energia hidrelétrica, eólica e a partir do bagaço de cana continuará como prioridade nos próximos anos. Ele ressaltou, porém, que a preocupação das autoridades com o setor têm um horizonte mais amplo e abrangerão também as prioridades que surgirão com o esgotamento do potencial hidrelétrico, previsto para ocorrer entre 2025 e 2030.

Ventura destacou o papel das “últimas fronteiras de grandes usinas” – no caso, Belo Monte e o Complexo de Tapajós – para o país garantir a energia nos próximos dez anos e para se aproximar do potencial máximo previsto para a geração de energia hídrica – que é 260 mil megawatts (MW).

“O governo continuará seguindo no caminho da diversidade de matrizes energéticas, mas com priorizadade na geração de energia hidrelétrica, da que vem do bagaço de cana e da eólica. Essas matrizes vão atender 80% da expansão prevista para os próximos dez anos”, disse o secretário, durante encontro promovido pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine).

Segundo Ventura, uma das prioridades para a geração de energia a partir de matrizes hidrelétricas, é a construção de empreendimentos na Região Norte e de alguns sistemas isolados. “Porém, com o esgotamento do potencial hidrelétrico, previsto para entre 2025 e 2030, vamos definir uma nova transformação, uma nova prioridade, diferente da matriz hidrelétrica. O gás vai dar nova alternativa importante e, talvez, venha a substituir a matriz hidrelétrica”, destacou.

O secretário informou que a projeção do governo é que o gás venha a agregar mais 15 mil MW à potência instalada do país, mas disse que esse número pode aumentar.

De acordo com Ventura, a geração fotovoltaica ainda não é plenamente competitiva, mas há sinais de que os preços estão caindo internacionalmente. "E sabemos do potencial brasileiro para esta matriz, fazendo com que o Brasil [futuramente] avance também nela”.

Presente ao evento, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, apontou, como fator relevante para diminuir os gastos com o acionamento de usinas térmicas, o investimento em tecnologias que ajudem a prever o comportamento climático no Brasil.

“Vai demorar para estarmos razoavelmente [avançados] em termos de previsão climática. Estamos bem para o prazo de sete ou dez dias, mas isso tem de ser ampliado, para termos melhor previsão sobre a necessidade de ligar ou não usinas térmicas”, disse Chipp. Para ele, o país precisa priorizar também investimentos em geração de energia térmica na Região Sul e em linhas de transmissão no Nordeste.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
Combustíveis
Etanol mantém trajetória de alta no início de 2026, apon...
12/01/26
Navegação
Shell obtém licença inédita como Empresa Brasileira de N...
09/01/26
Resultado
Petróleo é o principal produto da exportação brasileira ...
09/01/26
Petrobras
Revap irá ampliar em 80% produção de diesel S-10
09/01/26
Reconhecimento
ENGIE Brasil obtém nota máxima no CDP, entidade global q...
08/01/26
Ceará
Empresas cearenses lideram projeto H2MOVER-Pecém, seleci...
07/01/26
Apoio Marítimo
Ambipar realiza mais de 600 atendimentos no ano em respo...
06/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.