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Cooperação

Equador busca investimento russo em petróleo

29/10/2009 | 10h14
O presidente do Equador, Rafael Correa, se reúne hoje em Moscou com o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, e o com o primeiro-ministro Vladimir Putin para discutir investimentos estatais russos em projetos de petróleo e mineração. Em troca, o Equador estaria disposto a comprar equipamento bélico russo e a reconhecer a independência de regiões separatistas da Geórgia, apoiadas por Moscou.

Pressionado por três anos de queda em sua produção de petróleo, o Equador – o menor membro da Opep, o cartel de países exportadores de petróleo – está tentando atrair investimentos de estatais do setor na América Latina e também da Rússia e da China. O objetivo é tentar reverter a redução da produção, que deve fechar este ano em 470 mil barris por dia. Em 2006 eram 550 milhões. Quito já assinou um acordo com Pequim de troca de petróleo por financiamento, da ordem de US$ 1 bilhão.



O governo Rafael Correa tenta costurar acordos preferencialmente com estatais petrolíferas para compensar a redução dos investimentos de empresas privadas no país, o que já resultou numa redução de 6,6% da produção de petróleo este ano.

O governo equatoriano também espera fechar um acordo com Moscou de financiamento de US$ 130 milhões para a construção da hidrelétrica de Toachi-Pilatón, considerada por Quito fundamental para o fornecimento de energia ao país. O projeto da hidrelétrica estava a cargo da brasileira Odebrecht, até que a empresa foi expulsa por Correa do país no ano passado depois de um desacordo envolvendo problemas em outra usina erguida pela construtora.

Na visita, Correa deve pedir ainda linhas de financiamento aos russos. Ontem, o ministro das Finanças russo, Alexei Kudrin, disse que o Equador já tinha solicitado um empréstimo. Kudrin não deu detalhes nem valores. Desde que deu o calote no ano de parte de sua dívida no ano passado, o Equador viu as instituições estrangeiras se fecharem a seus pedidos de empréstimos.

Nas negociações, o governo Correa já se disse interessado em comprar aviões pilotados remotamente da fabricação russa e de dar seu apoio a uma questão da política regional russa. Correa deve seguir os passos do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua, Daniel Ortega e reconhecer a independência de duas regiões separatistas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkházia. O responsável por relações exteriores da Abkházia, Sérguei Shamba, disse que representantes dos separatistas se reuniram no mês passado com Correa na Venezuela.

O presidente equatoriano espera assinar acordos de parcerias estratégicas, entre eles um que trata de transferência de tecnologia para o desenvolvimento de energia nuclear para fins energéticos.


Fonte: Valor Econômico
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