Rio de Janeiro

Eólicas offshore apostam em redução de custo para desenvolver potencial brasileiro

Brasil está entre as principais potências mundiais no segmento; palestrantes pedem investimento público e planejamento de longo prazo

Redação TN Petróleo/Assessoria
19/05/2022 14:56
Eólicas offshore apostam em redução de custo para desenvolver potencial brasileiro Imagem: Alexandre Loureiro Visualizações: 2989

O Decreto 10.946/2022, publicado em janeiro de 2022, estabeleceu diretrizes para a geração de energia elétrica em alto mar e trouxe boas perspectivas para empresas e entidades do setor. Com condições naturais altamente favoráveis, estima-se que o potencial eólico offshore brasileiro esteja em torno de 700 GW – número quatro vezes superior à capacidade instalada do país.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o atual desafio da eólica offshore ainda é o alto investimento. Entretanto, existe a expectativa de diminuição do custo devido à evolução dos aerogeradores, que aumentaram sua potência instalada em mais de 100% nos últimos dez anos.

A lista de projetos de instalação de eólicas offshore em análise no Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já reúne 36 empreendimentos, totalizando cerca de 80,4 GW. Mesmo que a produção de energia na costa brasileira comece efetivamente em 2028, os projetos em análise já posicionaram o Brasil entre as principais potências mundiais no segmento.

Essas foram as principais conclusões do painel Eólicas: Tendências e oportunidades, apresentado agora à tarde no Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes, evento conjunto do Banco do Brasil e da Petrobras, com o apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Banco Central do Brasil, que teve início ontem e vai até amanhã, no Jardim Botânico no Rio.

Participaram do painel, além do moderador, Marcello Cabral da Costa, secretário-adjunto de planejamento e desenvolvimento energético do MME; Diogo Nóbrega, country manager da Copenhagen Offshore Partners; Victor Snabaits Bomfim, CEO da Vast Infraestrutura, Claudio Ribeiro, CEO da 2W Energia, e Leonardo Euler, vice-presidente da Vestas.

Diogo Nóbrega, da Copenhagen, afirmou que cada projeto offshore gera cerca de 8.664 empregos e ressaltou o potencial do Brasil na geração de energia eólica. Para um desenvolvimento bem sucedido, Nóbrega pediu atenção ao potencial de geração: “É muito planejamento e muito investimento para poder arrancar um projeto offshore do papel.”

Para o CEO da Vast, Victor Snabaits Bomfim, o Brasil ainda dá passos iniciais na geração de energia offshore, mas, apesar dos desafios, o país conta com locais promissores na costa e apresenta boa capacidade na indústria de engenharia submarina para construir projetos bem sucedidos. “O Brasil tem características que apontam para um potencial sucesso das eólicas offshore.”

A inserção de eólicas offshore no Brasil requer alta tecnologia e investimento. Entretanto, de acordo com Claudio Ribeiro, 2W Energia, "não adianta ter uma tecnologia de última geração, se o mercado não absorve”.

Para Leonardo Euler, da Vestas, a inserção da energia eólica é um processo lento, que pode ser acelerado por meio de políticas públicas direcionadas ao setor e de compromissos de investimento. “O Brasil tem que se estruturar para as offshore”, declarou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Cobertura OTC
ANP participa de uma das maiores conferências do mundo s...
08/05/26
Firjan
Voto pela inconstitucionalidade da lei dos royalties é o...
08/05/26
Mão de Obra
Censo 2026 vai mapear perfil socioeconômico de trabalhad...
07/05/26
Internacional
ANP e PPSA realizam evento exclusivo em Houston para pro...
07/05/26
Workshop
ANP faz workshop para dinamizar a exploração de petróleo...
07/05/26
Parceria
Halliburton e Shape Digital firmam colaboração estratégi...
06/05/26
ROG.e
ROG.e 2026 reunirá CEOs de TotalEnergies, Galp, TGS e Ry...
06/05/26
Oportunidade
CNPU 2025: ANP convoca candidatos de nível superior a se...
06/05/26
Combustíveis
Atualização: Extensão do prazo de flexibilização excepci...
06/05/26
Gestão
ANP publica Relatório de Gestão 2025
06/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI SESI expande atuação s...
06/05/26
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
04/05/26
Pré-Sal
PPSA encerra 2025 com lucro líquido de R$ 30,1 milhões
04/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23