Rio Oil & Gas 2014

Entrevista exclusiva com representantes do governo de Cingapura

Redação TN Petróleo
16/09/2014 16:13
Entrevista exclusiva com representantes do governo de Cingapura Imagem: Laércio Lourenço / TN Petróleo Visualizações: 456

Presença certa entre os lideres mundiais em suprimentos para o segmento de petróleo, gás e offshore, Cingapura participa pela primeira vez da Rio Oil & Gas 2014.

Através da International Enterprise (IE) Singapore, agência do governo para a promoção da economia externa do país, 12 empresas cingapurianas chegam ao Brasil para prospectar negócios e conhecer de perto o mercado nacional.

Apostando em sua liderança global no fornecimento de produtos de qualidade, soluções inovadoras, tecnologia de ponta e na competitividade de seus serviços, Cingapura pretende tornar-se o principal parceiro do Brasil no setor de óleo e gás.

A TN Petróleo realizou uma entrevista exclusiva com a diretora regional da divisão de economia externa do governo de Cingapura na América Latina, Valenrina SOO.

 

TN Petróleo - Quais são os diferenciais competitivos e as inovações tecnológicas em termos de produtos e serviços que Cingapura pretende ofertar ao mercado brasileiro de óleo, gás e offshore?

Valenrina - A questão da marca de Cingapura é muito reconhecida internacionalmente pela confiabilidade, segurança e qualidade dos produtos. As empresas que estão aqui são a mostra disso. Especificamente, empresas de amarras e slims como KTL Offshore Pte Ltd, são os únicos no Brasil que conseguem oferecer amarras para uma tonelagem extra-pesada. A produção nacional oferta amarras de 3mm, enquanto a KTL produz amarras de 17mm de cabeamento. Amarras desta espessura ainda não são produzidas no Brasil. As outras tecnologias são embarcações e plataformas.

 

TN Petróleo - Sobre a parceria entre Brasil e Cingapura, ela teve inicio em 1990 com a construção da plataforma semi-subversível P-51 que geraram 4 mil empregos diretos. Depois, de 2013 até 2014 os fornecedores de Cingapura geraram mais de 10 bilhões na construção de 13 sondas de perfuração para a Sete Brasil, que serão usadas nos campos do pré-sal. Só em 2014, Cingapura gerou S$ 15 bilhões em volume de negócios neste setor. Por que esse intervalo e quais foram as razões que determinaram o retorno dos investimentos no Brasil?

Valenrina - Basicamente, a parceria com o Brasil começou com a vinda de um estaleiro da Brasfels em 2000 pra cá. Esse estaleiro já realizava algumas obras em parceria com a Petrobras e a Odebrecht antes de chegar ao país. Mas quando veio para cá, consolidou o investimento de Cingapura. Levamos alguns anos para nos estabelecermos e criarmos uma rede de fornecedores, além da adaptação à cultura empresarial brasileira e os seus marcos regulatórios. Viemos através de uma parceria e alguns anos depois formamos um estaleiro próprio em Angra dos Reis. Foi um processo de evolução que o estaleiro teve e a própria indústria de Cingapura vêm passando por isso ao longo dos anos. Nos adaptamos, conhecemos melhor o mercado e, uma vez que nos sentimos mais confortáveis, mais empresas virão como estas que estão aqui.

TN Petróleo - Cingapura já conta com 60 empresas no Brasil. Ainda há mercado para as empresas de Cingapura no Brasil?

Valenrina -  Existem três áreas além de óleo & gás que temos planos de execução no Brasil. A primeira é a parte de logística, mais especificamente aeroportos, como o Galeão, no Rio de Janeiro, em que fizemos uma parceria com a Odebrecht. Foi o maior investimento que Cingapura já fez no Brasil. A segunda área corresponde à investimentos em negócios na área de TI, com sistemas de automação para trânsito e gerenciamento de transportes. Por fim, o terceiro setor é a área de planejamento urbano. Fizemos o planejamento urbano do Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, e também fizemos em Brasilia.

 

TN Petróleo - Quais são os diferencias no âmbito da capacidade gerencial de Cingapura que os torna tão eficientes em estaleiros?

Valenrina - Não diria que o que serve para nós serve para o Brasil em função das diferenças culturais. Mas temos um compromisso muito forte com a execução. E isso se deve aos esforços e investimentos em educação e capacitação, que resultam em eficiência operacional.

 

TN Petróleo - Qual é o perfil dos parceiros brasileiros que Cingapura busca encontrar na Rio Oil & Gas?

Valenrina - São diferentes tipo de parceiros para diferentes tipos de empresas no Brasil: estaleiros de grande porte, instalação de equipamentos, montagem final e, por último, eventuais distribuidoras e representantes comerciais.


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