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Energia

Energia renovável une realidades diversas em fórum

01/11/2013 | 11h40

 

Energia renovável une realidades diversas no Fórum Mundial de Desenvolvimento Local em Foz do Iguaçu
Com desafios diferentes, as cidades de Hebron, no Estado Palestino, Turim, na Itália, e a região da Bacia do Paraná 3, no Oeste do Paraná, têm em comum a busca por soluções de energias renováveis como uma forma de promover o desenvolvimento local sustentável.
O tema foi discutido na quarta-feira (30) entre representantes dos municípios e da Itaipu. O painel “Inovação tecnológica verde como um
fator-chave para o Desenvolvimento Econômico  Local (DEL)” fez parte da programação do 2º Fórum Mundial de DEL, que ocorre em Foz do Iguaçu até esta sexta-feira (1º).
O contato também estreita os laços entre os municípios e a Itaipu, uma das organizadoras do Fórum, representada no painel pelo assessor de Energias Renováveis, Cícero Bley Júnior, e pelo coordenador do Programa Veículo Elétrico, Celso Novais.
É nas energias renováveis que se busca a solução para problemas sociais como a falta de energia elétrica para Hebron – insumo do qual os palestinos dependem da venda pelo Estado Israelense –, e para a redução da emissão de monóxido de carbono em 41,90% em Turim, até 2020. Os prefeitos das duas cidades, o italiano Enzo Lavolta, e o palestino Daoud Zatari, estiveram no debate.
Redução de CO2, energia e liberdade
Em Turim, onde vivem quase dois milhões de habitantes, a estratégia para reduzir a emissão de CO2, exigida por acordos da União Europeia, é prevista em um Plano de Ação de Energia e Inclusão da Mobilidade Inteligente – Vida, Saúde e Energia.
Entre as 45 ações, o programa estabelece iniciativas como novo plano de mobilidade urbana e dez ações voltadas à energia – com prédios “verdes” e smart grids. Hoje, a emissão de CO2 é da ordem de 890 milhões de toneladas por ano. “Uma cidade inteligente tem que se preocupar com essa questão e com uma melhor qualidade da mobilidade urbana”, disse.
Agora, o município, a quarta maior população da Itália e berço da montadora Fiat, está usando sua expertise tecnológica para ajudar regiões menos favorecidas. Turim tem apoiado os projetos de Hebron, que tem 40% de seu território controlado pelo Exército de Israel e abriga 700 mil pessoas.
“Se sua liberdade estiver limitada, não há como implementar o desenvolvimento local sustentável”, disse o prefeito Daoud Zatari.
Segundo  Zatari, um projeto de reaproveitamento de entulhos proveniente dos conflitos e dos lixões deve ajudar Hebron a dispor de mais energia elétrica. “No inverno, precisamos comprar de Israel 15% de energia adicional, dos 80 a 90 megawatts usuais. E nem sempre conseguimos isso”.
Ainda conforme o prefeito, uma segunda fonte deve vir dos painéis solares. Essas iniciativas devem ampliar a disponibilidade energética entre 5 e 10 MW.
Viabilidade financeira
O consultor Sergio Olivero, do Higher Institute of Territorial Systems of Innovation (SITI), que também integrou a mesa, é otimista em relação à viabilidade econômica dos empreendimentos movidos às fontes renováveis. Segundo ele, a difusão de fontes de energias renováveis tem levado a novas formas de financiamentos públicos e privados.
“A  energia pode ser um catalisador da inovação e é capaz de atrair investimentos”, disse. “No Brasil, já há projetos de qualidade desse tipo e que podem gerar interesses em outros locais”, concluiu.
Energias Locais
Também é a partir de uma matriz alternativa que Itaipu tem difundido a autonomia energética em propriedades rurais do Oeste do Paraná, por meio da Assessoria de Energias Renováveis. A experiência já irrompeu os limites do país e está sendo replicada no Uruguai.
No Oeste do Paraná, um grupo de 33 agricultores familiares encontrou na geração de energia uma nova vocação. O condomínio de agroenergia de Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon, foi articulado pela Itaipu Binacional, em parceria com a Emater-PR.
Além de gerar energia a partir dos dejetos dos animais, a iniciativa beneficia toda uma cadeia local de suprimentos, do eletricista envolvido aos cooperados. “A possibilidade de replicar esse projeto é bastante viável. E a replicagem tecnológica deve ser dos  conceitos, não de equipamentos”, disse Cícero Bley Júnior.
Este mesmo tipo de biomassa deve dar autonomia energética ao município de Entre Rios do Oeste, um território peninsular do reservatório de Itaipu. “Temos ali um potencial imenso”, disse Cícero Bley Júnior, que apresentou ainda o conceito de geração distribuída, com o qual Itaipu tem trabalhado há oito anos. “A geração distribuída se conecta com o desenvolvimento local com a energia local gerada”, afirmou Bley Júnior.
Para Celso Novais, os veículos elétricos podem contribuir substancialmente para reduzir a emissão de carbono e se tornar um gerador de emprego e renda, especialmente no país sócio de Itaipu, o Paraguai. O Programa VE foi apresentado pelo coordenador e se  mostra viável economicamente.  “Nossos VEs de Itaipu, por exemplo, rodam 100 quilômetros ao custo de US$ 4”, disse Novais.
Celso falou ainda das vantagens competivivas e ambientais dos veículos híbridos, movidos a etanol e bateria, combinação que garante mais autonomia – um entrave hoje na popularização dos VEs. “Hoje já temos um protótipo na usina”, disse Novais, que coordena o projeto de desenvolvimento de bateria de sódio, para usos múltiplos.
“Esse é um desenvolvimento muito estratégico para nosso país porque ela pode ser aplicada com energia renovável na Europa, com fontes como a energia solar, a das marés e também em plataformas de petróleo”, concluiu.

Com desafios diferentes, as cidades de Hebron, no Estado Palestino, Turim, na Itália, e a região da Bacia do Paraná 3, no Oeste do Paraná, têm em comum a busca por soluções de energias renováveis como uma forma de promover o desenvolvimento local sustentável.

O tema foi discutido na quarta-feira (30) entre representantes dos municípios e da Itaipu. O painel “Inovação tecnológica verde como umfator-chave para o Desenvolvimento Econômico  Local (DEL)” fez parte da programação do 2º Fórum Mundial de DEL, que ocorre em Foz do Iguaçu até esta sexta-feira (1º).

O contato também estreita os laços entre os municípios e a Itaipu, uma das organizadoras do Fórum, representada no painel pelo assessor de Energias Renováveis, Cícero Bley Júnior, e pelo coordenador do Programa Veículo Elétrico, Celso Novais.

É nas energias renováveis que se busca a solução para problemas sociais como a falta de energia elétrica para Hebron – insumo do qual os palestinos dependem da venda pelo Estado Israelense –, e para a redução da emissão de monóxido de carbono em 41,90% em Turim, até 2020. Os prefeitos das duas cidades, o italiano Enzo Lavolta, e o palestino Daoud Zatari, estiveram no debate.

Redução de CO2, energia e liberdade

Em Turim, onde vivem quase dois milhões de habitantes, a estratégia para reduzir a emissão de CO2, exigida por acordos da União Europeia, é prevista em um Plano de Ação de Energia e Inclusão da Mobilidade Inteligente – Vida, Saúde e Energia.

Entre as 45 ações, o programa estabelece iniciativas como novo plano de mobilidade urbana e dez ações voltadas à energia – com prédios “verdes” e smart grids. Hoje, a emissão de CO2 é da ordem de 890 milhões de toneladas por ano. “Uma cidade inteligente tem que se preocupar com essa questão e com uma melhor qualidade da mobilidade urbana”, disse.

Agora, o município, a quarta maior população da Itália e berço da montadora Fiat, está usando sua expertise tecnológica para ajudar regiões menos favorecidas. Turim tem apoiado os projetos de Hebron, que tem 40% de seu território controlado pelo Exército de Israel e abriga 700 mil pessoas.

“Se sua liberdade estiver limitada, não há como implementar o desenvolvimento local sustentável”, disse o prefeito Daoud Zatari.

Segundo Zatari, um projeto de reaproveitamento de entulhos proveniente dos conflitos e dos lixões deve ajudar Hebron a dispor de mais energia elétrica. “No inverno, precisamos comprar de Israel 15% de energia adicional, dos 80 a 90 megawatts usuais. E nem sempre conseguimos isso”.

Ainda conforme o prefeito, uma segunda fonte deve vir dos painéis solares. Essas iniciativas devem ampliar a disponibilidade energética entre 5 e 10 MW.

Viabilidade financeira

O consultor Sergio Olivero, do Higher Institute of Territorial Systems of Innovation (SITI), que também integrou a mesa, é otimista em relação à viabilidade econômica dos empreendimentos movidos às fontes renováveis.

Segundo ele, a difusão de fontes de energias renováveis tem levado a novas formas de financiamentos públicos e privados.

“A  energia pode ser um catalisador da inovação e é capaz de atrair investimentos”, disse. “No Brasil, já há projetos de qualidade desse tipo e que podem gerar interesses em outros locais”, concluiu.

Energias Locais

Também é a partir de uma matriz alternativa que Itaipu tem difundido a autonomia energética em propriedades rurais do Oeste do Paraná, por meio da Assessoria de Energias Renováveis. A experiência já irrompeu os limites do país e está sendo replicada no Uruguai.

No Oeste do Paraná, um grupo de 33 agricultores familiares encontrou na geração de energia uma nova vocação. O condomínio de agroenergia de Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon, foi articulado pela Itaipu Binacional, em parceria com a Emater-PR.

Além de gerar energia a partir dos dejetos dos animais, a iniciativa beneficia toda uma cadeia local de suprimentos, do eletricista envolvido aos cooperados. “A possibilidade de replicar esse projeto é bastante viável. E a replicagem tecnológica deve ser dos  conceitos, não de equipamentos”, disse Cícero Bley Júnior.

Este mesmo tipo de biomassa deve dar autonomia energética ao município de Entre Rios do Oeste, um território peninsular do reservatório de Itaipu. “Temos ali um potencial imenso”, disse Cícero Bley Júnior, que apresentou ainda o conceito de geração distribuída, com o qual Itaipu tem trabalhado há oito anos. “A geração distribuída se conecta com o desenvolvimento local com a energia local gerada”, afirmou Bley Júnior.

Para Celso Novais, os veículos elétricos podem contribuir substancialmente para reduzir a emissão de carbono e se tornar um gerador de emprego e renda, especialmente no país sócio de Itaipu, o Paraguai. O Programa VE foi apresentado pelo coordenador e se  mostra viável economicamente.  “Nossos VEs de Itaipu, por exemplo, rodam 100 quilômetros ao custo de US$ 4”, disse Novais.

Celso falou ainda das vantagens competivivas e ambientais dos veículos híbridos, movidos a etanol e bateria, combinação que garante mais autonomia – um entrave hoje na popularização dos VEs. “Hoje já temos um protótipo na usina”, disse Novais, que coordena o projeto de desenvolvimento de bateria de sódio, para usos múltiplos.

“Esse é um desenvolvimento muito estratégico para nosso país porque ela pode ser aplicada com energia renovável na Europa, com fontes como a energia solar, a das marés e também em plataformas de petróleo”, concluiu.

 



Fonte: Redação TN/ Ascom
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