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Empresas vão investir US$ 3,5 bi

Ministro boliviano anuncia que a Total lidera a relação com um volume de US$ 1,6 bilhão. As petrolíferas, que assinaram contratos para se enquadrar na nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, investirão entre 2007 e 2010 cerca de US$ 3,5 bilhões na Bolívia, mais do que no período 199

Gazeta Mercantil
03/11/2006 00:00
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Ministro boliviano anuncia que a Total lidera a relação com um volume de US$ 1,6 bilhão. As petrolíferas, que assinaram contratos para se enquadrar na nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, investirão entre 2007 e 2010 cerca de US$ 3,5 bilhões na Bolívia, mais do que no período 1996-2004, quando controlavam à sua maneira esses recursos, revelou o governo de La Paz.
Três dias após dez empresas se enquadrarem na política de nacionalização do presidente Evo Morales, o Ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas falou sobre o plano de investimentos dos novos contratos de exploração e exportação petrolífera no país andino. "Estamos falando de um investimento de US$ 3,514 bilhões de 2007 a 2010. Trata-se de um volume importante que permitirá o aumento na produção" de gás e petróleo na Bolívia, anunciou.
A francesa Total lidera o quadro de investidores com pouco mais de US$ 1,6 bilhão, sendo que US$ 1 bilhão será empregado para financiar a jazida de Incahuasi, no sudeste da Bolívia, considerado o mais promissor dos quatro megacampos bolivianos, que atualmente produzem. A Total investirá o restante para ampliar o desenvolvimento do campo Itaú, no bloco Aguaragüe, nos contrafortes da cordilheira dos Andes, perto da fronteira meridional com Argentina e Paraguai. Em contrapartida, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, disse, no Rio, na terça-feira, que a empresa não pensa nesse momento em realizar novos investimentos.
A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás da América do Sul, ou 1,55 bilhões de m³ , avaliada por La Paz em aproximadamente US$ 250 bilhões ao preço de mercado regional. "A partir de 2010, teremos uma produção adicional ou incrementada, o que permitirá que o país continue abastecendo o mercado do Brasil (26 milhões de m³ por dia), e obedeça o compromisso com a Argentina de enviar 27,7 milhões de m³ por dia (a partir de 2009 ou 2010) enfrentando o crescimento do mercado interno", disse Villegas.
Após o acordo, a estatal YPFB se tornará uma corporação com sete gerências, empresas subsidiárias e investimentos internacionais. É o que diz um projeto de lei ao qual a Efe teve acesso. O documento tem 8 artigos que estabelecem as funções da "Corporação Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB)", como uma empresa com autonomia de gestão, mas tutelada pelo Ministério de Hidrocarbonetos e Energia.
A reforma da entidade, que no dia 21 de dezembro completará 70 anos, já está em andamento no âmbito do processo de nacionalização dos hidrocarbonetos. Segundo o projeto, a companhia boliviana poderá "criar e/ou participar de sociedades anônimas ou de economia mista, as mesmas que atuarão como empresas subsidiárias da Corporação YPFB".
Em entrevista ao jornal argentino Clarin, chanceler Celso Amorim disse que o Brasil "está satisfeito" com o novo acordo assinado pela Petrobras com a Bolívia. "Não estamos mais no século XIX nem vamos mandar tropas para a fronteira: deve-se respeitar a soberania dos países", ressaltou o chanceler.
"Estamos satisfeitos com o acordo com a Bolívia, que está ligado ao fornecimento do gás ao Brasil. Temos que olhar a situação da Bolívia", apontou Amorim ressaltando que "se fez um drama enorme" com a
nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, e houve "uma mistura de ignorância e uma tentativa de explorar o tema na campanha eleitoral". "Nossos adversários falaram muito, mas não teriam feito nada diferente", do que o Governo Lula fez, afirmou o chanceler.

Fonte: Gazeta Mercantil

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