América do Sul

Empresas negociam exportação de energia

Valor Econômico
29/07/2004 00:00
Visualizações: 297

Empresas de energia brasileiras e a estatal argentina, Compañia Administradora Del Mercado Mayorista Eléctrico S/A (Cammesa) retomam hoje, em São Paulo, as discussões para a exportação de energia elétrica ao país vizinho a partir de 1º de setembro.
A Argentina quer comprar do Brasil 500 MW médios. O objetivo é para reduzir o risco de racionamento em seu sistema elétrico e os conseqüentes entraves à produção industrial e ao desenvolvimento do país.
Uma primeira licitação já foi feita pela Cammesa, em maio, onde a Tractebel venceu, pois apresentou proposta de de US$ 9,39 por MWh para a energia hidrelétrica e de US$ 10,39 por MWh mais os custos de transmissão. Além da Tractebel, o contrato de exportação foi disputado pelas geradoras Furnas, Chesf e Cachoeira Dourada.
Mas, diferentemente do anunciado na abertura do processo licitatório, que previa um contrato de seis meses a partir de 1º de junho, o fornecimento está previsto até o dia 30 de agosto, apenas.
A Cammesa teria decidido fazer um novo processo licitatório para aquisição de energia a partir de 1º de setembro porque as muitas exigências feitas quando da primeira licitação teriam afastado do processo empresas como Copel, Cesp e Duke Energy. O resultado de uma disputa menos acirrada teria sido o preço mais elevado da energia.
Para participar do processo licitatório as empresas interessadas devem apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até amanhã dia 30 (sexta-feira) uma solicitação de autorização.
As companhias interessadas deverão também comprovar que são membros do MAE e que estão adimplentes com todos os encargos setoriais. Também será exigido o termo de responsabilidade de assinatura do Contrato de Compartilhamento de Infra-Estrutura. A Cammesa receberá as propostas das interessadas até o próximo dia 4 de agosto.
O processo de envio de energia à Argentina teve início em abril, quando o Brasil mandou 500 megawatts em caráter emergencial durante três dias, dentro do acordo de cooperação assinado pelos governo dos dois países. Pelo acordo, a energia fornecida em regime de urgência seria devolvida fisicamente quando necessário, sem o envolvimento de uma transação financeira.
A proposta argentina, contudo, era continuar recebendo energia do Brasil, sem pagar por ela. O governo brasileiro se recusou a aceitar essa proposta e o fornecimento do insumo foi interrompido, sendo retomado depois do primeiro processo de licitação.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
Brasil-Alemanha
PMEs Go Green realiza ciclo de workshops gratuitos com f...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Petrobras
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de comb...
22/01/26
Combustíveis
IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e...
22/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
21/01/26
Drilling
Navio-sonda Norbe IX, da Foresea, passa por manutenção p...
21/01/26
Biocombustíveis
Sifaeg destaca novo ciclo de investimentos e consolidaçã...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
PD&I
CEPETRO e Universidade Tecnológica da PETRONAS desenvolv...
19/01/26
Pessoas
Zilor anuncia novo Diretor de Pessoas
19/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
19/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.