Abiquim

Em agosto, produtos químicos de uso industrial têm demanda e vendas internas maiores

Redação/Assessoria Abiquim
30/09/2016 12:08
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Os principais índices de volume do segmento de produtos químicos de uso industrial registraram crescimento expressivo em agosto de 2016, tanto na comparação com igual mês do ano anterior quanto sobre julho, conforme informações preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim. O índice de produção cresceu 3,85% sobre agosto de 2015, o de vendas internas exibiu elevação de 11,25%, na mesma comparação, enquanto a demanda interna, medida pelo CAN (consumo aparente nacional), exibiu alta de 14,5%.

Os resultados do segmento de produtos químicos de uso industrial são positivos também no acumulado de janeiro a agosto de 2016, sobre igual período do ano anterior: o CAN teve elevação de 1,7%, o índice de produção cresceu 3,11% e o de vendas internas teve elevação de 1,64%. Nos últimos 12 meses, até agosto de 2016, sobre igual período imediatamente anterior, o índice de produção foi positivo em 1,88%, enquanto o de vendas internas ainda exibe recuo, de -1,26%, porém a taxa negativa vem caindo, uma vez que a queda das vendas internas era de 2,96% até julho de 2016. Na comparação anualizada, o CAN caiu 2,2%. O nível de utilização da capacidade instalada ficou no patamar de 82% em agosto, melhor nível operacional dos últimos dois anos e meio. Nos oito primeiros meses do ano a taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 80%, um ponto acima da registrada em igual período do ano passado.

O índice de preços apresentou recuo nos últimos três meses, acumulando deflação nominal de 11,44% nos primeiros oito meses de 2016, sobretudo pelas oscilações dos preços dos produtos químicos no mercado internacional, afetados pelo petróleo e pela nafta petroquímica. No acumulado de 12 meses, o índice de preços registra deflação nominal de 9,49%. Descontados os efeitos da inflação (levando-se em consideração o IPA-Indústria de Transformação, da FGV), os preços médios reais do segmento de produtos químicos de uso industrial recuaram 16,9% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto. Se for utilizado o dólar como deflator, os preços reais estão 1,9% acima do que foram nos últimos 12 meses anteriores.

As exportações da amostra de produtos do RAC também tiveram, em volume, um desempenho expressivo nos primeiros oito meses do ano, com crescimento de 21,3% sobre igual período do ano passado. No que diz respeito às importações, as quantidades recebidas do exterior tiveram acréscimo de 7,70% de janeiro a agosto deste ano e a tendência é de volta aos níveis mais altos do passado. Na comparação anualizada o volume de importações teve declínio de 6,3%. Em igual período de tempo as exportações tiveram elevação expressiva de 15,2%, ainda que com margens reduzidas, mas com objetivo de manter estável o nível operacional das plantas.

Na avaliação da diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o câmbio em um patamar mais adequado ajuda nas exportações, mas, ele apenas não é suficiente para estimular uma competição mais efetiva no mercado internacional e alavancar a produção, em razão dos fatores relacionados ao custo Brasil e, no caso mais específico da química, à questão das matérias-primas. “Nesse caso, como medida de curto prazo, para continuar estimulando as exportações seria muito importante que o Governo brasileiro se valesse do instrumento Reintegra, em alíquotas mais atrativas, para elevar as exportações”, explica.

Ainda segundo Fátima Giovanna, a melhora nos números em agosto traz algum conforto ao setor, ainda que a base de comparação do ano passado esteja deprimida, pois entre 2014 e 2015 o setor teve forte recuo de 9,3% nos volumes comercializados no mercado interno. “A melhora no ambiente econômico interno demonstra que os produtos químicos passam por um período de recuperação, mas ainda há um caminho importante pela frente para voltar à trajetória de crescimento efetivo da produção e das vendas, apesar dos números positivos, os níveis atuais de produção e vendas estão muito distantes dos alcançados em 2007”, pondera a diretora de Economia e Estatística.

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