Negócios

Eike Batista busca sócio para reestruturar dívida da petroleira OGX

Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis.

Folha de São Paulo
24/07/2013 12:03
Visualizações: 1019

 

O empresário Eike Batista está em busca de sócios que ajudem a reestruturar a dívida da OGX. Segundo a 'Folha' apurou, a Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis, mas outras empresas estão sendo sondadas.
O plano inicial é que os parceiros comprem os títulos da dívida da OGX no exterior, com descontos entre 70% e 80%, e transformem esses bônus em ações, podendo assumir o controle da empresa.
A OGX deve US$ 3,6 bilhões em bônus, vencendo entre 2018 e 2022. Os papéis estão sendo negociados a 15% do valor de face, nível de companhias à beira do calote. Para especialistas, um forte desconto é inevitável para reestruturar a dívida.
A proposta, no entanto, ainda não está madura e não foi comunicada aos credores. Fundos especializados em risco estão comprando os bônus da OGX, mas ainda há investidores que apostaram na empresa desde o início.
Para esses investidores, conforme apurou a 'Folha', é preferível manter o papel, aceitando um deságio, desde que atrelado a compensações futuras, se a situação da empresa melhorar sob o comando do novo sócio.
A dívida da OGX se tornou impagável depois que a produção de petróleo decepcionou e a companhia desistiu de explorar vários blocos.
Mas, para executivos do grupo EBX, a OGX tem atrativos para um sócio estrangeiro: os novos blocos arrematados no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o bom relacionamento com a Petrobras, operadora do pré-sal. Boa parte da equipe da OGX veio da estatal.
Petronas
A Petronas é hoje a principal interessada. A empresa se comprometeu a adquirir 40% do bloco Tubarão Martelo por US$ 850 milhões. A equipe da Petronas já conhece a OGX e circula na sede da EBX no Rio.
A estatal malasiana hoje atua no Brasil no mercado de lubrificantes, mas planeja intensificar a sua presença. Nas últimas semanas, começou uma campanha institucional na TV e no rádio com o mote "nós somos a Petronas".
Com a Malásia elevando as importações de petróleo, a Petronas vem adquirindo ativos no exterior e tem uma parceria estratégica com o fundo Mubadala.
O Mubadala, fundo de desenvolvimento de Abu Dhabi, é um dos principais credores da holding de Eike Batista. Recentemente o empresário pagou US$ 500 milhões ao Mubadala e renegociou outros US$ 1,5 bilhão.
A expectativa é que reestruturação da dívida da OGX só avance depois que a empresa feche as parceiras para os blocos que arrematou no leilão da ANP, o que deve ocorrer nos próximos meses.
Executivos da EBX admitem que a negociação para atrair um sócio é complicada e pode não vingar. Procurada, a OGX disse que as informações "não procedem". A Petronas não localizou um porta-voz. O Mubadala e o BTG Pactual, que coordena a reestruturação do grupo de Eike, não se pronunciaram.

O empresário Eike Batista está em busca de sócios que ajudem a reestruturar a dívida da OGX. Segundo a 'Folha' apurou, a Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis, mas outras empresas estão sendo sondadas.


O plano inicial é que os parceiros comprem os títulos da dívida da OGX no exterior, com descontos entre 70% e 80%, e transformem esses bônus em ações, podendo assumir o controle da empresa.


A OGX deve US$ 3,6 bilhões em bônus, vencendo entre 2018 e 2022. Os papéis estão sendo negociados a 15% do valor de face, nível de companhias à beira do calote. Para especialistas, um forte desconto é inevitável para reestruturar a dívida.


A proposta, no entanto, ainda não está madura e não foi comunicada aos credores. Fundos especializados em risco estão comprando os bônus da OGX, mas ainda há investidores que apostaram na empresa desde o início.


Para esses investidores, conforme apurou a 'Folha', é preferível manter o papel, aceitando um deságio, desde que atrelado a compensações futuras, se a situação da empresa melhorar sob o comando do novo sócio.


A dívida da OGX se tornou impagável depois que a produção de petróleo decepcionou e a companhia desistiu de explorar vários blocos.


Mas, para executivos do grupo EBX, a OGX tem atrativos para um sócio estrangeiro: os novos blocos arrematados no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o bom relacionamento com a Petrobras, operadora do pré-sal. Boa parte da equipe da OGX veio da estatal.



Petronas


A Petronas é hoje a principal interessada. A empresa se comprometeu a adquirir 40% do bloco Tubarão Martelo por US$ 850 milhões. A equipe da Petronas já conhece a OGX e circula na sede da EBX no Rio.


A estatal malasiana hoje atua no Brasil no mercado de lubrificantes, mas planeja intensificar a sua presença. Nas últimas semanas, começou uma campanha institucional na TV e no rádio com o mote "nós somos a Petronas".


Com a Malásia elevando as importações de petróleo, a Petronas vem adquirindo ativos no exterior e tem uma parceria estratégica com o fundo Mubadala.


O Mubadala, fundo de desenvolvimento de Abu Dhabi, é um dos principais credores da holding de Eike Batista. Recentemente o empresário pagou US$ 500 milhões ao Mubadala e renegociou outros US$ 1,5 bilhão.


A expectativa é que reestruturação da dívida da OGX só avance depois que a empresa feche as parceiras para os blocos que arrematou no leilão da ANP, o que deve ocorrer nos próximos meses.


Executivos da EBX admitem que a negociação para atrair um sócio é complicada e pode não vingar. Procurada, a OGX disse que as informações "não procedem". A Petronas não localizou um porta-voz. O Mubadala e o BTG Pactual, que coordena a reestruturação do grupo de Eike, não se pronunciaram.

 

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