Brasil Econômico
Chega esta semana a Guarulhos, em São Paulo, uma nova rede de abastecimento de veículos elétricos.
O projeto está sendo implantado pela EDP no Brasil e deve somar dez postos no estado até o fim do ano, conforme antecipou o Brasil Econômico.
O investimento faz parte de um plano estratégico da companhia para se posicionar na dianteira do setor de mobilidade elétrica no país.
Segundo Miguel Setas, vice-presidente de Distribuição da EDP no Brasil, o projeto sob o comando da holding portuguesa ainda está em fase embrionária. O ano de 2010 será decisivo para a formulação de um plano de negócios e a transferência da coordenação para as distribuidoras.
"Queremos ser os primeiros a estar à frente nesse processo quando o mercado ganhar dimensão e escala", afirmou Setas.
Para o executivo, inaugurar uma rede de abastecimento exclusivo para veículos elétricos antes mesmo de o país ter uma frota equivale a um raciocínio competitivo.
"Quando for uma realidade mais expressiva teremos condições de expandir com maior segurança e rapidez", completou.
O otimismo da companhia quanto à evolução da mobilidade elétrica no Brasil não é em vão. A EDP vem acompanhando junto às montadoras o desenvolvimento de projetos nas áreas de concessão da EDP Bandeirante que, apenas em São Paulo, abrange 28 municípios.
A princípio, a companhia está trabalhando junto às prefeituras nessa fase considerada de testes. No entanto, não descarta parcerias futuras com as fabricantes de veículos.
Entre as ações que dão confiabilidade para a empresa investir no programa, Setas destaca a parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Renault-Nissan que deverá identificar as oportunidades e os investimentos necessários para o uso de automóveis elétricos na cidade.
O vice-presidente da EDP no Brasil enfatiza ainda a produção do Palio Weekend Elétrico, iniciativa da Fiat em parceria com a Itaipu Binacional. "Nos próximos meses não há previsão de uma frota muito grande, mas no horizonte de dez anos será uma realidade incontornável", diz.
Além dos projetos da iniciativa privada, o executivo acredita que investimentos relevantes podem surgir do setor público. Um dos instrumentos para acelerar a consolidação da mobilidade elétrica seria o incentivo fiscal nos mesmos moldes adotados nos Estados Unidos.
Lá um veículo elétrico pode receber um desconto de até US$ 7,5 mil ao ano.
Do lado do consumidor, entre os principais fatores que devem pressionar o mercado para uma maior demanda, a EDP aponta a necessidade de matriz energética limpa, recuperação da indústria e aumento do poder aquisitivo da população, tendo em vista que o valor dos carros elétricos ainda é bastante elevado.
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