A EDP entregou nesta quinta-feira os 30 primeiros kits de acesso à rede de carregamento de veículos elétricos WattDrive, que aumentará os atuais seis pontos em Lisboa para 100 até o fim do ano.
O kit inclui chaves para destrancar os postos de carregamento, assim como instruções detalhadas sobre o modo de funcionamento dos mesmos.
Vários usuários destes veículos - na sua maioria donos de motos elétricas, mas também alguns carros - assistiram à cerimônia de entrega da primeira chave na sede da EDP em Lisboa e preencheram os formulários de adesão ao projeto.
Nos primeiros seis meses este sistema de carregamento será gratuito. A EDP ainda está estudando a forma como passará a cobrar pelo consumo.
No decorrer da cerimônia, o administrador da EDP Comercial Jorge Cruz Morais enalteceu a importância e o impacto dos veículos elétricos para a empresa, "não só como fornecedora de eletricidade", mas também assim se possibilita a disseminação "de veículos com uma eficiência energética muito superior à dos veículos de combustão interna".
Jorge Morais salientou ainda a importância de contribuir para reduzir a poluição e melhorar a qualidade de vida das cidades.
Usuários
Os números apontados pela EDP indicam que um carro a diesel que gaste cinco litros a cada 100 quilômetros, o que corresponde a um gasto de energia de 53 quilowatts/hora, enquanto um veículo elétrico, para fazer a mesma distância, consome 15 quilowatts/hora.
"Um depósito de um carro a diesel armazena o equivalente a 640 quilowatts por hora dos quais apenas 150 são usados para mover o carro. O resto é para aquecer o ar", explicou o administrador da EDP Inovação, António Vidigal.
A localização dos 100 pontos com que Lisboa deverá contar até o fim do ano pode vir a ser influenciada pelos usuários, que deram a sua opinião desde o lançamento do projeto sobre onde os futuros pontos estarão.
O usuário que recebeu o primeiro kit é um antigo funcionário da EDP em período de pré-aposentadoria, Carlos Simões, que tem um Peugeot 106 integralmente movido a energia elétrica. "O carro - que já tem 10 anos - tem uma autonomia de cerca de 80 quilômetros, desde que o terreno não seja muito acidentado e que o motor não seja submetido a grandes acelerações", disse à Lusa.
Durante seis meses, Carlos Simões vai poder carregá-lo nas ruas de Lisboa sem pagar nada, e mesmo em casa o custo não o preocupa. "Para carregá-lo em casa ligo-o à tomada na garagem e gasto cerca de 1,20 euro por carga", explicou.