Projeção

Economia brasileira deverá crescer menos em 2014

Avaliação é da CNI.

Agência Brasil
19/12/2013 11:42
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A economia brasileira deverá crescer menos em 2014, divulgou hoje (19) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o Informe Conjuntural Anual, estudo da entidade com previsões sobre a economia, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,1% no próximo ano, contra 2,4% em 2013.
As previsões são mais baixas que as do governo. O Ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,5% do PIB em 2013. O Orçamento Geral da União de 2014, aprovado ontem (18) pelo Congresso, projeta expansão de 3,8% para o próximo ano.
A indústria deve acelerar no próximo ano, mas ainda vai registrar baixas taxas de crescimento. De acordo com a entidade, o PIB industrial, que mede a produção da indústria, subirá 2% em 2014, contra 1,4% neste ano. “Ainda não será em 2014 que iremos observar uma retomada da liderança da indústria no processo de crescimento”, avaliou o estudo da CNI.
Segundo o estudo, a queda do ritmo de crescimento do PIB será provocada pela desaceleração dos investimentos, que devem subir 5% em 2014, contra 7,1% previstos para este ano. De acordo com a CNI, os investimentos crescerão menos no próximo ano por causa do aumento dos juros e do baixo nível de confiança dos empresários.
De acordo com a entidade, as dificuldades estruturais em retomar um crescimento mais vigoroso permanecerão no próximo ano. “Persistem na economia distorções que encarecem os projetos de investimento e desestimulam as decisões empresariais. A elevação nos juros é um complicador adicional nesse cenário”, ressaltou o estudo da CNI. Entre os principais riscos para a economia brasileira, o estudo cita a inflação e o próprio calendário eleitoral. Este último, segundo o estudo, desestimula a tomada de decisões.
A entidade também prevê inflação maior em 2014. De acordo com o estudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o próximo ano em 6%, acima da previsão de 5,7% para este ano. Segundo a CNI, o fim dos efeitos redutores sobre os preços dos serviços públicos, o dólar mais alto e a inércia dos preços dos serviços puxarão a inflação para cima.
Para a CNI, o aumento da inflação ocorrerá mesmo com o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. A entidade projeta que a taxa Selic (juros básicos da Economia) encerrará o próximo ano em 10,5% ao ano, contra 10% previstos para o fim de 2013. A CNI projeta que o dólar chegará ao fim de 2013 em R$ 2,36 e subirá para R$ 2,45 no fim de 2014.
Apesar do compromisso do governo em elevar a meta fiscal para o próximo ano, a CNI projeta que o superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) cairá de 1,9% do PIB em 2013 para 1,4% em 2014 por causa principalmente do aumento de gastos em ano eleitoral. Os números referem-se ao Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Mesmo com as despesas maiores, a dívida pública deverá encerrar o próximo ano em 33,9% do PIB, no mesmo nível  de 2013.
O único indicador a apresentar melhora significativa no próximo ano, segundo a CNI, será o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações). Para a entidade, o superávit da balança corresponderá a US$ 9 bilhões no próximo ano, contra saldo positivo de US$ 700 milhões projetados para 2013. As exportações subirão de US$ 239,4 bilhões para US$ 249 bilhões. Segundo a CNI, o dólar mais caro estimulará as vendas externas no ano que vem.

A economia brasileira deverá crescer menos em 2014, divulgou hoje (19) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o Informe Conjuntural Anual, estudo da entidade com previsões sobre a economia, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,1% no próximo ano, contra 2,4% em 2013.

As previsões são mais baixas que as do governo. O Ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,5% do PIB em 2013. O Orçamento Geral da União de 2014, aprovado ontem (18) pelo Congresso, projeta expansão de 3,8% para o próximo ano.

A indústria deve acelerar no próximo ano, mas ainda vai registrar baixas taxas de crescimento. De acordo com a entidade, o PIB industrial, que mede a produção da indústria, subirá 2% em 2014, contra 1,4% neste ano. “Ainda não será em 2014 que iremos observar uma retomada da liderança da indústria no processo de crescimento”, avaliou o estudo da CNI.

Segundo o estudo, a queda do ritmo de crescimento do PIB será provocada pela desaceleração dos investimentos, que devem subir 5% em 2014, contra 7,1% previstos para este ano. De acordo com a CNI, os investimentos crescerão menos no próximo ano por causa do aumento dos juros e do baixo nível de confiança dos empresários.

De acordo com a entidade, as dificuldades estruturais em retomar um crescimento mais vigoroso permanecerão no próximo ano. “Persistem na economia distorções que encarecem os projetos de investimento e desestimulam as decisões empresariais. A elevação nos juros é um complicador adicional nesse cenário”, ressaltou o estudo da CNI. Entre os principais riscos para a economia brasileira, o estudo cita a inflação e o próprio calendário eleitoral. Este último, segundo o estudo, desestimula a tomada de decisões.

A entidade também prevê inflação maior em 2014. De acordo com o estudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o próximo ano em 6%, acima da previsão de 5,7% para este ano. Segundo a CNI, o fim dos efeitos redutores sobre os preços dos serviços públicos, o dólar mais alto e a inércia dos preços dos serviços puxarão a inflação para cima.

Para a CNI, o aumento da inflação ocorrerá mesmo com o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. A entidade projeta que a taxa Selic (juros básicos da Economia) encerrará o próximo ano em 10,5% ao ano, contra 10% previstos para o fim de 2013. A CNI projeta que o dólar chegará ao fim de 2013 em R$ 2,36 e subirá para R$ 2,45 no fim de 2014.

Apesar do compromisso do governo em elevar a meta fiscal para o próximo ano, a CNI projeta que o superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) cairá de 1,9% do PIB em 2013 para 1,4% em 2014 por causa principalmente do aumento de gastos em ano eleitoral. Os números referem-se ao Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Mesmo com as despesas maiores, a dívida pública deverá encerrar o próximo ano em 33,9% do PIB, no mesmo nível  de 2013.

O único indicador a apresentar melhora significativa no próximo ano, segundo a CNI, será o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações). Para a entidade, o superávit da balança corresponderá a US$ 9 bilhões no próximo ano, contra saldo positivo de US$ 700 milhões projetados para 2013. As exportações subirão de US$ 239,4 bilhões para US$ 249 bilhões. Segundo a CNI, o dólar mais caro estimulará as vendas externas no ano que vem.

 

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