Política

Dilma promete mais leilões do pré-sal a partir de 2015, diz fonte

Presidente participou de reunião com empresários no Fórum Econômico Mundial.

Valor Online
24/01/2014 17:04
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Em reunião fechada com grandes empresários, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de fazer mais leilões do pré-sal “de 2015 em diante” e admitiu que é preciso acelerar o programa de concessões de infraestrutura.
Ela participou de encontro reservado com cerca de 80 investidores internacionais e pesos-pesados do PIB brasileiro. Segundo participantes da reunião, que pediram para não serem identificados, Dilma “pulou” a curta apresentação que faria e declarou imediatamente a sessão aberta a perguntas.
Os três primeiros questionamentos foram feitos por estrangeiros: o presidente da Shell, um grande empresário indiano da indústria farmacêutica e um suíço que atua na área de segurança.
Dilma respondeu positivamente às perguntas sobre os leilões do pré-sal, lembrando que não é possível fazer nenhuma licitação ainda este ano, por causa do período eleitoral. Deixou claro, no entanto, que pretende retomar os leilões em um eventual segundo mandato.
Quanto às concessões, que vinham sendo alvo de dúvidas por parte dos empresários reunidos em Davos, a respeito do cronograma, a presidente reconheceu atrasos. Sem falar especificamente em órgãos, como o Tribunal de Contas da União ou Ibama, disse que esse atraso, muitas vezes, está relacionado a cobranças da sociedade que se manifesta por meio de instituições, o que julga saudável para a democracia.
Dilma, no entanto, teria assumido a responsabilidade sobre a demora em parte dos leilões de infraestrutura e disse que está atenta ao problema.
De acordo com os relatos, Dilma não assumiu nenhum compromisso novo em matéria de política econômica e dedicou uma parte menor da reunião ao assunto. Aproveitou oportunidade deixada pelo banqueiro André Esteves - único brasileiro a se pronunciar no encontro a portas fechadas - para falar do endividamento do país.
Fontes afirmaram que ela fez questão de dar uma mensagem “direta e enfática” sobre o controle e a redução da dívida bruta e da dívida líquida. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos empresários brasileiros foram as seguidas menções à dívida bruta do país, conceito que ministros e a própria presidente evitam usar em seus discursos. Essa sutileza foi bastante notada pelos participantes, que viram um sinal positivo no discurso de Dilma.

Em reunião fechada com grandes empresários, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de fazer mais leilões do pré-sal “de 2015 em diante” e admitiu que é preciso acelerar o programa de concessões de infraestrutura.

Ela participou de encontro reservado com cerca de 80 investidores internacionais e pesos-pesados do PIB brasileiro. Segundo participantes da reunião, que pediram para não serem identificados, Dilma “pulou” a curta apresentação que faria e declarou imediatamente a sessão aberta a perguntas.

Os três primeiros questionamentos foram feitos por estrangeiros: o presidente da Shell, um grande empresário indiano da indústria farmacêutica e um suíço que atua na área de segurança.

Dilma respondeu positivamente às perguntas sobre os leilões do pré-sal, lembrando que não é possível fazer nenhuma licitação ainda este ano, por causa do período eleitoral. Deixou claro, no entanto, que pretende retomar os leilões em um eventual segundo mandato.

Quanto às concessões, que vinham sendo alvo de dúvidas por parte dos empresários reunidos em Davos, a respeito do cronograma, a presidente reconheceu atrasos. Sem falar especificamente em órgãos, como o Tribunal de Contas da União ou Ibama, disse que esse atraso, muitas vezes, está relacionado a cobranças da sociedade que se manifesta por meio de instituições, o que julga saudável para a democracia.

Dilma, no entanto, teria assumido a responsabilidade sobre a demora em parte dos leilões de infraestrutura e disse que está atenta ao problema.

De acordo com os relatos, Dilma não assumiu nenhum compromisso novo em matéria de política econômica e dedicou uma parte menor da reunião ao assunto. Aproveitou oportunidade deixada pelo banqueiro André Esteves - único brasileiro a se pronunciar no encontro a portas fechadas - para falar do endividamento do país.

Fontes afirmaram que ela fez questão de dar uma mensagem “direta e enfática” sobre o controle e a redução da dívida bruta e da dívida líquida. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos empresários brasileiros foram as seguidas menções à dívida bruta do país, conceito que ministros e a própria presidente evitam usar em seus discursos. Essa sutileza foi bastante notada pelos participantes, que viram um sinal positivo no discurso de Dilma.

 

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