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Política

Dilma indica técnico da Fazenda para os Portos

04/10/2013 | 09h25

 

O ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino, pediu demissão ontem do cargo, em audiência com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Cristino era remanescente da cota do PSB na Esplanada, indicado pelo governador do Ceará, Cid Gomes. Para a vaga do demissionário, Dilma indicou um técnico do Ministério da Fazenda: o secretário de Acompanhamento Econômico, Antônio Henrique Pinheiro Silveira, ligado ao ex-secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa.
A saída de Leônidas Cristino amplia o vácuo político na Esplanada e aumenta a ansiedade dos aliados, sobretudo de PT e PMDB, pela ocupação dos espaços do PSB de Eduardo Campos - potencial adversário de Dilma na sucessão presidencial. No entanto, Dilma dá sinais de que não vai aplacar essa ansiedade. A interlocutores próximos, Dilma afirmou que "vai moer carne", ou seja, vai adiar ao máximo a decisão sobre os novos titulares dos postos. Ela não pretende indicar agora os novos titulares, para aguardar a ampla reforma ministerial, programada para dezembro ou janeiro, quando pelo menos 12 ministros devem deixar os cargos para concorrer nas próximas eleições.
Até lá, o PMDB terá de remoer a expectativa de emplacar o senador Vital do Rêgo Filho, da Paraíba, na vaga do PSB no Ministério da Integração Nacional. Na última terça-feira, Dilma recebeu a carta de demissão do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, afilhado político de Campos.
Dessa forma, a demissão de Cristino completa a devolução dos cargos do PSB no primeiro escalão, após o desembarque do partido da base governista, formalizado há cerca de 15 dias. O PSB desligou-se da base aliada do governo, diante da escalada da pressão de PT e PMDB pelos cargos do partido, que acumulou quase 11 anos de alianças com os petistas nas eleições presidenciais. Os demais aliados apontavam como incompatível a permanência dos pessebistas no primeiro escalão.
A candidatura de Campos não uniu o PSB, e os irmãos Cid e Ciro Gomes - lideranças políticas no Ceará - deixaram o partido para ficar com Dilma. Cristino seguiu os padrinhos, e deixou o PSB, para permanecer na base aliada de Dilma. Cid e Ciro aderiram ao recém-criado Pros. O presidente da sigla, Eurípedes Júnior, anunciou que aguarda, também, a chegada de Cristino. Ele é apontado como pré-candidato à sucessão de Cid Gomes.
Havia uma expectativa de que, como aliado, Cristino continuasse no cargo. No entanto, segundo uma autoridade próxima ao ex-ministro, ele optou pela demissão porque Cid não queria ser acusado de trocar de partido para manter a Pasta sob seu controle.
Na prática, entretanto, pode-se afirmar que, por uma via oblíqua, Cid entregou o controle de uma pasta "menor", identificada como "secretaria", para assumir uma maior - o Ministério da Integração Nacional. O ministro interino que assumiu a pasta é o engenheiro civil Francisco Teixeira, afilhado político do governador do Ceará. Teixeira foi presidente da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, na gestão de Cid.
Mas para os Portos Dilma fez a opção por um técnico, indicado por Nelson Barbosa, que deixou a Pasta da Fazenda em maio, mas continua atuando nos bastidores, como conselheiro informal do Planalto. Antônio Henrique Silveira ganhou a confiança de Dilma porque vinha atuando nos processos de concessões, na área de infraestrutura e, de forma mais específica, na área portuária. Ele chegou a fazer viagens internacionais para conhecer modelos de "praticagem" - manobra de barcos -, um dos pontos que o governo quer aperfeiçoar no setor.
A indicação de "Tony" - como Antônio Henrique é conhecido - surpreendeu até mesmo colegas do Ministério da Fazenda. Os laços com Barbosa são notórios, ambos ascenderam juntos na Fazenda. Economista, Silveira foi secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico, no período em que Barbosa era o titular. Quando Barbosa assumiu a Secretaria de Política Econômica, indicou Silveira para o seu lugar.

O ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino, pediu demissão ontem do cargo, em audiência com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Cristino era remanescente da cota do PSB na Esplanada, indicado pelo governador do Ceará, Cid Gomes. Para a vaga do demissionário, Dilma indicou um técnico do Ministério da Fazenda: o secretário de Acompanhamento Econômico, Antônio Henrique Pinheiro Silveira, ligado ao ex-secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa.


A saída de Leônidas Cristino amplia o vácuo político na Esplanada e aumenta a ansiedade dos aliados, sobretudo de PT e PMDB, pela ocupação dos espaços do PSB de Eduardo Campos - potencial adversário de Dilma na sucessão presidencial. No entanto, Dilma dá sinais de que não vai aplacar essa ansiedade. A interlocutores próximos, Dilma afirmou que "vai moer carne", ou seja, vai adiar ao máximo a decisão sobre os novos titulares dos postos. Ela não pretende indicar agora os novos titulares, para aguardar a ampla reforma ministerial, programada para dezembro ou janeiro, quando pelo menos 12 ministros devem deixar os cargos para concorrer nas próximas eleições.


Até lá, o PMDB terá de remoer a expectativa de emplacar o senador Vital do Rêgo Filho, da Paraíba, na vaga do PSB no Ministério da Integração Nacional. Na última terça-feira, Dilma recebeu a carta de demissão do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, afilhado político de Campos.


Dessa forma, a demissão de Cristino completa a devolução dos cargos do PSB no primeiro escalão, após o desembarque do partido da base governista, formalizado há cerca de 15 dias. O PSB desligou-se da base aliada do governo, diante da escalada da pressão de PT e PMDB pelos cargos do partido, que acumulou quase 11 anos de alianças com os petistas nas eleições presidenciais. Os demais aliados apontavam como incompatível a permanência dos pessebistas no primeiro escalão.


A candidatura de Campos não uniu o PSB, e os irmãos Cid e Ciro Gomes - lideranças políticas no Ceará - deixaram o partido para ficar com Dilma. Cristino seguiu os padrinhos, e deixou o PSB, para permanecer na base aliada de Dilma. Cid e Ciro aderiram ao recém-criado Pros. O presidente da sigla, Eurípedes Júnior, anunciou que aguarda, também, a chegada de Cristino. Ele é apontado como pré-candidato à sucessão de Cid Gomes.


Havia uma expectativa de que, como aliado, Cristino continuasse no cargo. No entanto, segundo uma autoridade próxima ao ex-ministro, ele optou pela demissão porque Cid não queria ser acusado de trocar de partido para manter a Pasta sob seu controle.


Na prática, entretanto, pode-se afirmar que, por uma via oblíqua, Cid entregou o controle de uma pasta "menor", identificada como "secretaria", para assumir uma maior - o Ministério da Integração Nacional. O ministro interino que assumiu a pasta é o engenheiro civil Francisco Teixeira, afilhado político do governador do Ceará. Teixeira foi presidente da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, na gestão de Cid.


Mas para os Portos Dilma fez a opção por um técnico, indicado por Nelson Barbosa, que deixou a Pasta da Fazenda em maio, mas continua atuando nos bastidores, como conselheiro informal do Planalto. Antônio Henrique Silveira ganhou a confiança de Dilma porque vinha atuando nos processos de concessões, na área de infraestrutura e, de forma mais específica, na área portuária. Ele chegou a fazer viagens internacionais para conhecer modelos de "praticagem" - manobra de barcos -, um dos pontos que o governo quer aperfeiçoar no setor.


A indicação de "Tony" - como Antônio Henrique é conhecido - surpreendeu até mesmo colegas do Ministério da Fazenda. Os laços com Barbosa são notórios, ambos ascenderam juntos na Fazenda. Economista, Silveira foi secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico, no período em que Barbosa era o titular. Quando Barbosa assumiu a Secretaria de Política Econômica, indicou Silveira para o seu lugar.

 



Fonte: Valor Econômico
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