Economia

Dilma: Brasil enfrentará crise com consumo e produção

Agência Reuters
14/09/2011 11:14
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A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (13) que a crise econômica internacional não deve "atemorizar" o Brasil, e que o país enfrentará as turbulências mantendo o consumo e a produção.

"Nós sabemos que a melhor forma de resistir à crise no Brasil é... continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura, plantando e colhendo, e assegurando às nossas indústrias o seu componente nacional", disse Dilma durante evento em Araçatuba, o primeiro de uma agenda de compromissos em São Paulo.

Em seus últimos discursos - inclusive em seu pronunciamento de 7 de setembro em rádio e TV -, Dilma tem repetido que a manutenção do consumo interno e da produção, além da defesa da indústria nacional, são armas do Brasil contra as turbulências.

Outros fatores que o governo tem apontado como instrumentos diante da crise são as altas reservas internacionais brasileiras e o depósito compulsório dos bancos no Banco Central.

Dilma reafirmou que o Brasil tem melhores condições de enfrentar o cenário atual do que a crise de 2008, e previu que as economias desenvolvidas com problemas devem entrar em recessão.

"Sabemos que as economias tanto dos Estados Unidos quanto da Europa estão sofrendo grande estresse e, na melhor das hipóteses, ou ficam estagnadas e, na hipótese talvez a mais realista, entrem em recessão", disse mais tarde, durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.


Dilma e Alckmin: "Republicanos"

A passagem de Dilma por São Paulo começou no interior paulista, onde participou do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê, cujas primeiras embarcações devem ser entregues em 2012.

Ela assinou ainda protocolo de intenções para investimentos em obras na hidrovia Tietê-Paraná, que conecta os cinco maiores estados produtores de grãos do país - Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. O aporte federal chega a R$ 900 milhões.

Os investimentos são parte do objetivo de "reconstruir a matriz de transporte no país", segundo Dilma, e facilitar e baratear o escoamento da produção.

"Nós também estamos dando um passo para tornar o nosso país mais forte para enfrentar a crise internacional", disse a presidente.

"Enquanto eles (países europeus) discutem como é que fica a crise da dívida dos seus bancos, nós estamos aqui gastando o nosso dinheiro em parcerias público-privadas, em parcerias entre o governo federal e o governo estadual para criar desenvolvimento, emprego e renda para o nosso país".

Dilma também elogiou a relação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), numa "parceria" de "princípio republicano".

Já em São Paulo, a presidente assinou termo que autoriza o início da construção do trecho norte do Rodoanel, complexo viário que ligará as principais estradas que chegam à capital paulista, além de representar uma importante ligação entre o aeroporto de Guarulhos e o Porto de Santos.

Avaliado em R$ 6,51 bilhões, o trecho norte terá R$ 1,72 bilhão em recursos federais, e o restante será bancado pelo governo estadual e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Projeto da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), as obras do trecho norte do Rodoanel deverão ser iniciadas em março de 2012, com conclusão prevista para novembro de 2014.
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