Aço

Desindustrialização no Brasil em debate em São Paulo

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, coordenou ontem (27), em São Paulo, o painel “Desindustrialização no Brasil: Como reverter o processo”, durante o segundo dia do Congresso Brasileiro do Aço – 23ª edi&

Redação
28/06/2012 07:12
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O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, coordenou ontem (27), em São Paulo, o painel “Desindustrialização no Brasil: Como reverter o processo”, durante o segundo dia do Congresso Brasileiro do Aço – 23ª edição e ExpoAço 2012. Em sua exposição, Lopes ressaltou que para o setor industrial e para os trabalhadores a desindustrialização é uma realidade e revertê-la é prioridade absoluta. “O volume de importação de aço supera a capacidade de produção de nossas maiores empresas”, alerta o presidente-executivo do Aço Brasil.
 
Os presidentes da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Luiz Aubert Neto, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos, e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, juntamente com o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, debateram o tema.
 

O diretor-executivo do IEDI deu início a sua apresentação reforçando a situação de crise no parque industrial brasileiro. “A situação é extremamente grave para a indústria brasileira. A indústria representa 16% do PIB nacional, mas ela está influenciando o contexto geral do país. O processo de desindustrialização é visível. Não saímos do mapa, mas o Brasil perdeu espaço nos últimos 30 anos. Há um colapso na nossa exportação”. Júlio Sérgio sugere que ainda há tempo de uma reindustrialização. “É importante fazer a reforma tributária e tornar o câmbio competitivo”. 
 


O presidente da Força Sindical disse que é preciso lembrar de outros atores no processo, como os trabalhadores. “Muitos empregos foram perdidos nos últimos anos.  Fábricas brasileiras faliram porque não conseguiram competir com produtos chineses, que chegam muito mais competitivos ao país. Só na indústria, foram mais de 500 mil vagas de empregos que deixaram de existir”.  
 
 

Com 25 anos de experiência na indústria de bens de capital, o presidente da ABIMAQ afirmou que, mais do que um grave processo de desindustrialização, o Brasil está passando por uma agressiva desnacionalização.  “Várias grandes indústrias e empresas brasileiras foram vendidas para grupos estrangeiros”. Luiz Aubert lamenta também que o incentivo ao consumo promovido pelo governo não beneficia a cadeia produtiva nacional. “O governo tirou o IPI da linha branca.  As vendas aumentaram, mas não reverteram para as indústrias que produzem peças para eletrodomésticos, cujas importações aumentaram, por exemplo”. Para ele, uma solução é chamar a atenção para o problema com ações conjuntas da sociedade organizada.


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