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São Paulo

Custo pressiona e lucro da Comgás cai 72,4% no quarto trimestre

16/02/2012 | 15h14
Com as receitas praticamente estáveis no período, o forte aumento no custo do gás, associado a uma expansão das despesas, pressionou o lucro da Comgás no quarto trimestre. Entre outubro e dezembro, a distribuidora de gás do estado de São Paulo registrou um resultado positivo de R$ 35 milhões na última linha do balanço, queda de 72,4% em relação ao verificado um ano antes.

De acordo com Roberto Lage, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, esse resultado foi motivado principalmente pelo descasamento entre as tarifas praticadas pela companhia e o custo do gás. No estado de São Paulo, os repasses acontecem anualmente em maio e, ao longo do ano, podem acontecer correções extraordinárias, caso o preço estabelecido pelo regulador se mostre muito descolado do efetivamente praticado pelo mercado.

Esse descasamento entre o custo do gás e as tarifas praticadas pela empresa entra numa conta separada, chamada “conta corrente regulatória”. Se o custo do gás está abaixo do contemplado pela tarifa, a Comgás fica “devedora”. Caso contrário, a empresa tem um saldo a receber após o próximo reajuste.

Pelo padrão contábil internacional (IFRS), essa conta não entra no balanço da companhia, o que, muitas vezes, acaba por impactar o lucro. A Comgás encerrou 2010 com R$ 230 milhões “a pagar” aos clientes na conta regulatória, já que, no ano, o custo do gás foi menor do que o previsto. Ao fim de dezembro de 2011, ao contrário, a empresa tinha R$ 150 milhões “a receber” dos consumidores.

Ajustada por essa conta, explica Lage, o lucro líquido teria sido de R$ 137 milhões no quarto trimestre, 73,1% superior ao verificado no mesmo período de 2010.

Considerando-se a medida oficial, sem os ajustes, o aumento de 14% das despesas operacionais também pressionou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que recuou 56,8%, para R$ 234 milhões.

De acordo com Lage, a alta das despesas foi explicada principalmente pelos reajustes salariais acima da inflação. Além disso, houve uma provisão extra de R$ 15 milhões para devedores duvidosos, pois duas fábricas de cerâmica em recuperação judicial tiveram decisões judiciais desfavoráveis aos credores.

O resultado financeiro, por outro lado, amenizou as perdas na última linha do balanço. Com o alongamento da dívida, as despesas com pagamento de juros recuaram 43,3%, para R$ 19 milhões.


2011

A dinâmica verificada na Comgás no quarto trimestre pode ser estendida a 2011. O aumento dos custos do gás acima do que previa o regulador no momento do repasse das tarifas pressionou o lucro, que recuou 59,3%, para R$ R$ 236,1 milhões. Efetuados os ajustes da conta corrente regulatória, o lucro acumulado no ano foi de R$ 487 milhões, alta de 19,2% em relação a 2010.

A receita ficou estável em 2011, em R$ 4,1 bilhões, mas o custo do gás subiu 16,3%. As despesas operacionais aumentaram 17%, levando o Ebitda para R$ 716 milhões, queda de 39,4% sobre o ano anterior.

As despesas financeiras também pressionaram em 2011, com uma alta de 18,8%, totalizando R$ 159 milhões. A dívida líquida passou de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,8 bilhão e encerrou o ano representando um múltiplo de 3,9 do Ebitda.


Fonte: Valor Online
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