Energia eólica

Custo final da energia eólica é o mais baixo entre as fontes renováveis

Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE
14/09/2020 16:19
Visualizações: 3177

A matriz elétrica brasileira é conhecida por sua diversidade e complementariedade, fatores importantes para a segurança energética. Tendo em vista a grande tendência mundial de crescimento das fontes renováveis, que contribuem com o movimento mundial de descarbonização, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE realizou um estudo sobre o custo final dessas fontes. O resultado evidenciou a geração eólica como sendo a mais barata entre 2015 e 2019.

O objetivo do estudo é apresentar o custo final da energia produzida por essas fontes para os consumidores, levando-se em conta dados disponíveis na CCEE e também diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel. Foram avaliados os valores atrelados à produção das usinas eólicas, solares, térmicas a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCHs, considerando os custos médios dos leilões, despacho de usinas termelétricas, controle secundário de frequência, superávit/déficit de energia no Mecanismo de Realocação de Energia - MRE, deslocamento de geração hidrelétrica e repactuação do risco hidrológico. Para mais detalhes sobre os critérios, confira a nota técnica.

Os valores apurados no levantamento consideraram os resultados dos processos de comercialização de energia elétrica dos 5 anos analisados, que estavam disponíveis em 14 de fevereiro de 2020, atualizados pelo IPCA-IBGE até o mês de referência abril de 2020.

Detalhamento por fonte

As usinas eólicas apresentaram os menores custos nos últimos cinco anos em decorrência dos preços mais baixos praticados nos leilões de contratação, apesar dos valores adicionais da fonte, como o custo de despacho de termelétricas e controle secundário de frequência em decorrência da sua geração intermitente. Em 2016 foi registrado o maior custo (R$ 230,9/MWh), visto que houve um adicional de 25% decorrente do acionamento de térmicas.

A segunda fonte mais barata, de acordo com o estudo, foi a térmica a biomassa, que tem seu custo caracterizado exclusivamente pela contratação dos leilões, cujo preço médio foi de R$ 253,5/MWh.

Institucional

Em terceiro lugar destacam-se as PCHs, que apesar de ter valores menores nos certames, terminaram com o custo final mais elevado por conta do déficit hídrico, como apresentado em 2017, em que houve o acréscimo de 39,5% em virtude da repactuação do custo hidrológico e 21% decorrente do déficit de energia no MRE aos valores dos leilões.

Por fim, a geração solar ainda apresenta o custo mais elevado, visto que as usinas em operação foram as primeiras contratadas em leilões a preços elevados.

O relatório sobre o custo das fontes renováveis será divulgado anualmente pela CCEE. Sugestões de inclusão, metodológica ou de informações podem ser encaminhadas pelo e-mail atendimento@ccee.org.br. E acesse aqui, neste link, todos os documentos relacionados ao estudo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Petrobras
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de comb...
22/01/26
Combustíveis
IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e...
22/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
21/01/26
Drilling
Navio-sonda Norbe IX, da Foresea, passa por manutenção p...
21/01/26
Biocombustíveis
Sifaeg destaca novo ciclo de investimentos e consolidaçã...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
PD&I
CEPETRO e Universidade Tecnológica da PETRONAS desenvolv...
19/01/26
Pessoas
Zilor anuncia novo Diretor de Pessoas
19/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
19/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.