Gás

Crise reduz consumo não-térmico no Brasil no primeiro bimestre

G1
11/02/2009 03:48
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A chegada da crise internacional ao país contribuiu para uma redução acima do esperado no consumo de gás natural no mercado brasileiro. Em janeiro, o mercado não-térmico de gás natural no país consumiu em média 28,9 milhões de metros cúbicos diários, volume 23,54% abaixo do recorde de 37,8 milhões de metros cúbicos por dia em outubro.

 

De acordo com a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, a maior parte do mercado não-térmico de gás natural é vinculado às indústrias e é normal a redução do consumo nos meses de janeiro e fevereiro devido ao desaquecimento da produção após o período de fim de ano. Maria das Graças ponderou, no entanto, que, apesar da sazonalidade, o movimento este ano foi mais intenso que o normal.

 

"Caiu um pouco mais do que prevíamos. Há um menor consumo (de produtos industriais) e todos (os empresários) ficaram com medo de acabar com grandes estoques. A gente sentiu isso", afirmou Maria das Graças, explicando as razões para o menor consumo de gás pela indústria.

 

A executiva afirmou que atualmente a sobra de gás no país oscila entre 14 milhões e 18 milhões de metros cúbicos diários, e que a solução tem sido manter parte do gás boliviano no gasoduto e parte do gás nacional não associado ao petróleo dentro dos poços.

 

Maria das Graças informou ainda que em fevereiro a Petrobras já observa uma recuperação do mercado não-térmico de gás natural e que neste mês, até ontem, a média de consumo está em 29,1 milhões de metros cúbicos diários, com picos que já superaram os 30 milhões de metros cúbicos por dia.

 

"Parece que quem (as indústrias) não produziu em janeiro está correndo atrás em fevereiro", ressaltou Maria das Graças.

 

Com a redução do consumo, a Petrobras reduziu também o volume recebido da Bolívia. Ontem, a estatal recebeu do país vizinho 19,9 milhões de metros cúbicos de gás natural, volume que está em linha com a média obtida até aqui em fevereiro e próxima da média diária mínima em um mês estipulada no contrato, que é de 19 milhões de metros cúbicos.


 

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