Setor Elétrico

Crise hídrica eleva chances de projeto térmico em Rio Grande

A usina terá uma capacidade instalada de 1.238 MW.

Jornal do Comércio
28/10/2014 09:48
Visualizações: 589

 

As condições ruins para a geração hidrelétrica neste ano e a perspectiva de que o cenário não melhore muito mais em 2015 devem favorecer os projetos termelétricos que concorrerão no leilão de energia marcado para o dia 28 de novembro. Entre os empreendimentos que podem ser beneficiados com essa situação está a termelétrica a gás natural que o Grupo Bolognesi pretende construir no município do Rio Grande.
 “O Brasil está precisando muito de geração térmica, principalmente na ponta do sistema (elétrico), como é o caso do Rio Grande do Sul”, salienta o diretor da Regás (empresa vinculada ao Grupo Bolognesi) Ricardo Pigatto. A usina terá uma capacidade instalada de 1.238 MW (cerca de um terço da demanda média de energia do Estado). Outro fato que contribui para a iniciativa foi o termo de compromisso firmado pelo governo gaúcho com a Regás e a Bolognesi para a consolidação de um terminal de regaseificação para recebimento de gás natural liquefeito (GNL), no porto do Rio Grande. Ou seja, o gás chegará na forma líquida, por navios, e depois retornará ao estado gasoso. “Sem esse píer, não há térmica e gás disponível, o píer é a origem de tudo”, resume Pigatto.
O cais terá 150 metros e será instalado na zona de granéis líquidos e fertilizantes do Superporto, com possibilidade de atracação de embarcações de até 350 metros. O investimento será de aproximadamente R$ 70 milhões, e a previsão do tempo de construção, a partir do começo das obras, é de 24 meses. A companhia espera a autorização da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para desenvolver o complexo.
O terminal deverá abastecer ainda (independentemente do sucesso ou não do projeto térmico da Bolognesi em algum leilão de energia) um gasoduto que se estenderá até a Região Metropolitana de Porto Alegre. O diretor da Regás lembra que o projeto do gasoduto foi apresentado em março do ano passado ao Ministério de Minas e Energia e se espera agora que a pasta defina o leilão dessa estrutura. Trata-se de um gasoduto que terá 311 quilômetros de extensão, em 24 polegadas, indo de Rio Grande até um city gate (espécie de central) próximo ao polo petroquímico de Triunfo. A ideia é que o novo complexo interligue-se com o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Essa ação permitirá que o GNL que chegar a Rio Grande possa ser enviado também para Santa Catarina e Paraná.
Atualmente, o investimento no gasoduto é estimado em cerca de R$ 1,4 bilhão e na termelétrica, de R$ 2,95 bilhões. A usina deverá consumir em torno de 5,5 milhões de metros cúbicos ao dia de gás natural, e o terminal terá capacidade para 14 milhões de metros cúbicos diários. Quanto aos concorrentes da termelétrica, ao todo, o leilão de novembro recebeu pedido de inscrição de 1.115 empreendimentos, totalizando 53.869 MW, que ainda passarão pela fase de habilitação. Desse total, 39 são usinas a gás natural, que somam 20.607 MW.

As condições ruins para a geração hidrelétrica neste ano e a perspectiva de que o cenário não melhore muito mais em 2015 devem favorecer os projetos termelétricos que concorrerão no leilão de energia marcado para o dia 28 de novembro.

Entre os empreendimentos que podem ser beneficiados com essa situação está a termelétrica a gás natural que o Grupo Bolognesi pretende construir no município do Rio Grande.

 “O Brasil está precisando muito de geração térmica, principalmente na ponta do sistema (elétrico), como é o caso do Rio Grande do Sul”, salienta o diretor da Regás (empresa vinculada ao Grupo Bolognesi) Ricardo Pigatto.

A usina terá uma capacidade instalada de 1.238 MW (cerca de um terço da demanda média de energia do Estado).

Outro fato que contribui para a iniciativa foi o termo de compromisso firmado pelo governo gaúcho com a Regás e a Bolognesi para a consolidação de um terminal de regaseificação para recebimento de gás natural liquefeito (GNL), no porto do Rio Grande.

Ou seja, o gás chegará na forma líquida, por navios, e depois retornará ao estado gasoso. “Sem esse píer, não há térmica e gás disponível, o píer é a origem de tudo”, resume Pigatto.

O cais terá 150 metros e será instalado na zona de granéis líquidos e fertilizantes do Superporto, com possibilidade de atracação de embarcações de até 350 metros.

O investimento será de aproximadamente R$ 70 milhões, e a previsão do tempo de construção, a partir do começo das obras, é de 24 meses.

A companhia espera a autorização da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para desenvolver o complexo.

O terminal deverá abastecer ainda (independentemente do sucesso ou não do projeto térmico da Bolognesi em algum leilão de energia) um gasoduto que se estenderá até a Região Metropolitana de Porto Alegre.

O diretor da Regás lembra que o projeto do gasoduto foi apresentado em março do ano passado ao Ministério de Minas e Energia e se espera agora que a pasta defina o leilão dessa estrutura.

Trata-se de um gasoduto que terá 311 quilômetros de extensão, em 24 polegadas, indo de Rio Grande até um city gate (espécie de central) próximo ao polo petroquímico de Triunfo.

A ideia é que o novo complexo interligue-se com o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Essa ação permitirá que o GNL que chegar a Rio Grande possa ser enviado também para Santa Catarina e Paraná.

Atualmente, o investimento no gasoduto é estimado em cerca de R$ 1,4 bilhão e na termelétrica, de R$ 2,95 bilhões. A usina deverá consumir em torno de 5,5 milhões de metros cúbicos ao dia de gás natural, e o terminal terá capacidade para 14 milhões de metros cúbicos diários.

Quanto aos concorrentes da termelétrica, ao todo, o leilão de novembro recebeu pedido de inscrição de 1.115 empreendimentos, totalizando 53.869 MW, que ainda passarão pela fase de habilitação.

Desse total, 39 são usinas a gás natural, que somam 20.607 MW.

 

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