Economia

Copom: efeitos da alta de juros demoram para aparecer

Última alta da Selic foi de 0,25 ponto percentual.

Agência Brasil
06/03/2014 09:57
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Os efeitos do aumento da taxa básica de juros, a Selic, se acumulam e levam tempo para aparecer, de acordo com avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Hoje (6), o BC divulgou a ata da reunião da semana passada do comitê, quando decidiu elevar elevar a Selic em 0,25 ponto percentual para 10,75% ao ano. Na reunião de fevereiro, o Copom reduziu o ritmo de ajustes que, antes vinha sendo de 0,5 ponto percentual.
Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, e a medida alivia o controle sobre a inflação.
O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta tem como centro 4,5%, e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na ata divulgada hoje, o Copom diz que entendeu ser “apropriada” a continuidade do ajuste da Selic. Isso porque, para o Copom, embora haja alguma moderação, a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses, contribui para que a inflação ainda mostre resistência. O BC reforçou ainda que a inflação “tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava”.
Nesse cenário, o BC também destaca “os mecanismos formais e informais de indexação e a percepção dos agentes econômicos sobre a dinâmica da inflação”. “Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido”, diz a ata.
Assim, o Copom considera que, “em momentos como o atual”, deve se manter “especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”. “Ao mesmo tempo, o Comitê pondera que os efeitos das ações de política monetária sobre a inflação são cumulativos e se manifestam com defasagens”.

Os efeitos do aumento da taxa básica de juros, a Selic, se acumulam e levam tempo para aparecer, de acordo com avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Hoje (6), o BC divulgou a ata da reunião da semana passada do comitê, quando decidiu elevar elevar a Selic em 0,25 ponto percentual para 10,75% ao ano. Na reunião de fevereiro, o Copom reduziu o ritmo de ajustes que, antes vinha sendo de 0,5 ponto percentual.

Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, e a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta tem como centro 4,5%, e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na ata divulgada hoje, o Copom diz que entendeu ser “apropriada” a continuidade do ajuste da Selic. Isso porque, para o Copom, embora haja alguma moderação, a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses, contribui para que a inflação ainda mostre resistência. O BC reforçou ainda que a inflação “tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava”.

Nesse cenário, o BC também destaca “os mecanismos formais e informais de indexação e a percepção dos agentes econômicos sobre a dinâmica da inflação”. “Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido”, diz a ata.

Assim, o Copom considera que, “em momentos como o atual”, deve se manter “especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”. “Ao mesmo tempo, o Comitê pondera que os efeitos das ações de política monetária sobre a inflação são cumulativos e se manifestam com defasagens”.

 

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