Balanço

Copesul lucra R$ 368,3 milhões no 1º semestre de 2005

O valor é quase R$ 9 milhões a mais do que os R$ 359,6 milhões obtidos no segundo semestre de 2004, até então o melhor desempenho da empresa.

Redação
29/07/2005 00:00
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O lucro da Copesul no primeiro semestre é de R$ 368,3 milhões. O valor é quase R$ 9 milhões a mais do que os R$ 359,6 milhões obtidos no segundo semestre de 2004, até então o melhor desempenho da empresa. Segundo a empresa, a superação da cifra anterior foi resultado do "expressivo" resultado do primeiro trimestre, quando a empresa obteve R$ 203, 6 milhões de lucro líquido, combinado ao bom resultado do segundo trimestre, quando a empresa obteve o resultado de R$ 164,7 milhões. A queda na lucratividadade ocorreu devido à redução do nível operacional da Copesul em junho. No período, por razões de mercado, a operacionalidade da empresa ficou restrita a 91.1%.
O resultado foi obtido em um cenário de elevação dos preços da nafta, principal matéria-prima da Copesul, de gradual enfraquecimento da demanda interna e de retração dos preços internacionais dos petroquímicos, que afetou as exportações de alguns produtos da cadeia, especialmente no final do semestre.
O Ebitda consolidado alcançou R$ 638,4 milhões, contra R$ 471,1 milhões no mesmo período de 2004. A margem Ebitda apresentou ligeira elevação, ficando em 21,9%, contra 20,4% dos primeiros seis meses do ano passado.
A receita líquida da Copesul no primeiro semestre foi de R$ 2,9 bilhões, resultante da comercialização de 1,361 milhão de toneladas de commodities petroquímicas, solventes e combustíveis. Do total, 79,1% foram absorvidas no Rio Grande do Sul e 6,4% em outros estados brasileiros. O volume restante, de 14,5%, foi exportado especialmente para  Argentina e Estados Unidos.      
Os preços médios internacionais da nafta e do condensado, matérias-primas da Copesul, acompanharam a alta do petróleo e atingiram valores recordes, aumentando em 19,8% o custo dos produtos vendidos (CPV). A elevação dos custos, entretanto, foi compensada pela alta de 26,1% da receita líquida.
A empresa operou suas duas plantas a um nível operacional médio de 95,6%. Do total de matéria-prima adquirida no período, 42,1% foram de nafta fornecida pela Petrobras, 29,8% de nafta importada, especialmente da Argentina, e 28,1% de condensado da Argélia e Guiné Equatorial.
A contribuição da Copesul para a economia (valor adicionado) foi 23,6% superior à gerada no primeiro semestre de 2004, totalizando R$ 1,36 bilhão distribuído entre governo (62%), acionistas (30%), bancos (4%) e colaboradores da empresa (4%).
O preço de mercado das ações da Copesul apresentou alta de 84%, passando de R$ 16,79 por ação em junho de 2004 para R$ 30,90 por ação em junho de 2005. O valor de mercado da Copesul em 30 de junho, em decorrência, atingiu R$ 4,64 bilhões, equivalentes a US$ 1,97 bilhão (contra R$ 2,52 bilhões, equivalentes a US$ 0,81 bilhões, em junho de 2004).

Responsabilidade sócio-ambiental - Além de divulgar o bom resultado do semestre, a Copesul também comemorou o fato de constar no ranking das 100 melhores empresas para trabalhar na América Latina, em uma seleção do instituto Great Place to Work. Começou a funcionar na Companhia o serviço interno de fisioterapia, integrado ao trabalho desenvolvido pelos médicos e pelas academias de ginástica. Em termos de segurança, obteve indicadores expressivos de desempenho em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, a Copesul foi recertificada pelas ISO 9001, ISO 14001-versão 2004 e OSHSAS 18001.
Em relação à comunidade externa, a Copesul doou 70 microcomputadores e 41 impressoras para 36 instituições, como escolas, órgãos públicos e órgãos da defesa civil, e 16.500 cobertores para a Campanha do Agasalho do Governo do Rio Grande do Sul.
Em comemoração ao centenário de nascimento do escritor gaúcho Érico Veríssimo, a Copesul realizou uma série de eventos abertos à comunidade, como um concerto de música erudita e uma exposição sobre a vida e obra do autor, além do lançamento de um livro de ensaios.

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