Empresas

Copel dá os primeiros passos no setor de gás

Em consórcio, empresa arrematou quatro blocos na Bacia do Paraná.

Valor Econômico
02/12/2013 11:24
Visualizações: 1479

 

Os quatro blocos na Bacia do Paraná arrematados pela Copel, por meio de um consórcio formado pela Petra (30%), Bayar (30%) e a construtora Tucumann (10%), eram a "cereja do bolo" do leilão de áreas de exploração de gás natural, promovido na quinta-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), afirmou o presidente da estatal paranaense, Lindolfo Zimmer. "Nossa participação foi muito bem planejada", disse o executivo da Copel, que estreia nesse segmento.
Segundo ele, o consórcio foi assessorado pela multinacional Schlumberger, maior prestadora de serviços para campos de petróleo do mundo, e apostou suas fichas nesses quatro blocos.
As elétricas passaram a investir na exploração de gás natural para garantir acesso ao combustível, utilizado nas usinas termelétricas. A geração de energia térmica será cada vez mais relevante para a matriz energética brasileira, em detrimento das hidrelétricas, mas a Petrobras não vem conseguindo atender à demanda das usinas.
Segundo Zimmer, o consórcio vai investir R$ 100 milhões nos próximos quatro anos nos blocos de exploração de gás. Como a Copel possui 30% de participação, a empresa vai investir entre R$ 35 milhões e R$ 30 milhões. O valor poderá ser assimilado sem maiores problemas pela Copel, diz Zimmer, ao lembrar que estatal acumula nos nove meses deste ano um lucro de R$ 923 milhões.
Dois blocos contêm gás convencional e as perfurações devem ser iniciadas em breve, alcançando uma profundidade de até 2 mil metros aproximadamente. A expectativa do consórcio é que, até o ano que vem, já seja possível ter uma ideia sobre a viabilidade econômica desses campos, disse o executivo.
Os dois outros blocos apresentam indícios de gás não convencional, cuja extração é feita por meio do fraturamento das rochas ("fracking"). Além de não haver ainda uma regulamentação para a adoção dessa tecnologia, o fraturamento gera questionamentos em todo o mundo devido aos riscos ambientais. No Brasil, não será diferente, já que o gás na Bacia do Paraná está sob o aquífero do Guarani, considerado uma das maiores reservas subterrâneas de água do mundo. Ainda levará tempo para que as perfurações nesses dois blocos de gás sejam iniciadas, o que pode demorar quatro anos, disse Zimmer.
Na avaliação do consultor Marco Tavares, da Gas Energy, o gás não convencional é uma novidade e o país poderia ter atraído mais interesse de grupos estrangeiros especializados em exploração terrestre ("onshore") caso tivesse espaçado mais as rodadas, o que daria mais tempo para que as empresas se preparassem.
Zimmer negou haver um atrito entre a Copel e a Petrobras em torno do abastecimento de gás. Segundo fontes do setor, a recusa da petrolífera em aumentar o fornecimento de matéria-prima para o Paraná teria sido um dos fatores que levaram a estatal a buscar sua própria fonte de abastecimento. "Essa rivalidade não existe".
A Copel, disse Zimmer, não poderia ficar de fora de um investimento tão estratégico para o Estado do Paraná.
A Cemig, estatal de Minas Gerais, já participa de blocos de exploração de gás na Bacia do Rio São Francisco, na Bacia Potiguar e no Recôncavo.

Os quatro blocos na Bacia do Paraná arrematados pela Copel, por meio de um consórcio formado pela Petra (30%), Bayar (30%) e a construtora Tucumann (10%), eram a "cereja do bolo" do leilão de áreas de exploração de gás natural, promovido na quinta-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), afirmou o presidente da estatal paranaense, Lindolfo Zimmer. "Nossa participação foi muito bem planejada", disse o executivo da Copel, que estreia nesse segmento.

Segundo ele, o consórcio foi assessorado pela multinacional Schlumberger, maior prestadora de serviços para campos de petróleo do mundo, e apostou suas fichas nesses quatro blocos.

As elétricas passaram a investir na exploração de gás natural para garantir acesso ao combustível, utilizado nas usinas termelétricas. A geração de energia térmica será cada vez mais relevante para a matriz energética brasileira, em detrimento das hidrelétricas, mas a Petrobras não vem conseguindo atender à demanda das usinas.

Segundo Zimmer, o consórcio vai investir R$ 100 milhões nos próximos quatro anos nos blocos de exploração de gás. Como a Copel possui 30% de participação, a empresa vai investir entre R$ 35 milhões e R$ 30 milhões. O valor poderá ser assimilado sem maiores problemas pela Copel, diz Zimmer, ao lembrar que estatal acumula nos nove meses deste ano um lucro de R$ 923 milhões.

Dois blocos contêm gás convencional e as perfurações devem ser iniciadas em breve, alcançando uma profundidade de até 2 mil metros aproximadamente. A expectativa do consórcio é que, até o ano que vem, já seja possível ter uma ideia sobre a viabilidade econômica desses campos, disse o executivo.

Os dois outros blocos apresentam indícios de gás não convencional, cuja extração é feita por meio do fraturamento das rochas ("fracking"). Além de não haver ainda uma regulamentação para a adoção dessa tecnologia, o fraturamento gera questionamentos em todo o mundo devido aos riscos ambientais. No Brasil, não será diferente, já que o gás na Bacia do Paraná está sob o aquífero do Guarani, considerado uma das maiores reservas subterrâneas de água do mundo. Ainda levará tempo para que as perfurações nesses dois blocos de gás sejam iniciadas, o que pode demorar quatro anos, disse Zimmer.

Na avaliação do consultor Marco Tavares, da Gas Energy, o gás não convencional é uma novidade e o país poderia ter atraído mais interesse de grupos estrangeiros especializados em exploração terrestre ("onshore") caso tivesse espaçado mais as rodadas, o que daria mais tempo para que as empresas se preparassem.

Zimmer negou haver um atrito entre a Copel e a Petrobras em torno do abastecimento de gás. Segundo fontes do setor, a recusa da petrolífera em aumentar o fornecimento de matéria-prima para o Paraná teria sido um dos fatores que levaram a estatal a buscar sua própria fonte de abastecimento. "Essa rivalidade não existe".

A Copel, disse Zimmer, não poderia ficar de fora de um investimento tão estratégico para o Estado do Paraná.

A Cemig, estatal de Minas Gerais, já participa de blocos de exploração de gás na Bacia do Rio São Francisco, na Bacia Potiguar e no Recôncavo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.