Plataforma

Contrato da P-52 é o primeiro assinado por Mantega no BNDES

O contrato para a construção da P-52, no valor de US$ 378 milhões, foi o primeiro assinado pelo novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Guido Mantega, nesta sexta-feira (26/11), na sede do Banco. O valor total da plataforma é de US$ 895 milhões, mas o banco só


26/11/2004 00:00
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O contrato para a construção da P-52, no valor de US$ 378 milhões, foi o primeiro assinado pelo novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Guido Mantega, nesta sexta-feira (26/11), na sede do Banco. O valor total da plataforma é de US$ 895 milhões, mas o banco só financia gastos com bens e serviços nacionais.
"Estamos atendendo a um compromisso de campanha do presidente Lula, de elevar o nível de nacionalização dos empreendimentos da Petrobras, sem prejuízo para a estatal", afirmou Mantega. A P-52, que teve o casco contruído em Cingapura, tem nível de nacionalização de 60%.
O presidente do Banco informou que a construção da plataforma vai gerar 5 mil empregos diretos e 20 mil empregos indiretos, "atendendo a uma meta fundamental do governo federal em reduzir o volume de desempregados". Mantega destacou que o crescimento do Brasil este ano será superior a 4% e que em 2005 o percentual de crescimento também deverá ser superar esta marca.
O diretor financeiro da Petrobras, José Sergio Gabrielli, comentou que o BNDES e Petrobras ainda têm muitos contratos a assinar no futuro. Os próximos empreendimentos da companhia a receberem financiamento do BNDES são as plataformas P-51 e P-54, o gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene) e outros gasodutos do projeto Malhas, ainda à espera de licenciamento ambiental. Embora não tenha um prazo correto, Gabrielli informou que "pode ser que saia algum outro contrato ainda este ano".
O diretor de Comércio Exterior do BNDES, Luiz Eduardo Melin, informou que os 60% de nacionalização de hoje representam muito mais conteúdo nacional do que os 40% do último projeto assinado entre Petrobras e o BNDES. "Antes a nacionalização era medida pelo número de notas fiscais emitidas no Brasil, mas as vezes só há o acréscimo de um parafuso e a nota sai pelo Brasil", observa Melin, que ainda acrescenta: "hoje o cálculo é feito por uma metodologia que consegue medir o grau do real valor agregado no Brasil." 
Melin é responsável pelo setor de Petróleo e gás do BNDES e informou que o modelo do atual contrato da P-52 levou um ano e meio de muito trabalho para ser elaborado porque acreditava-se que a indústria brasileira não tinha condições técnicas de atender à demanda da Petrobras. "Inicialmente pensávamos que o máximo que conseguiríamos seria nacionalização de 50%, mas o primeiro contrato já saiu com 60%. A partir de agora, com o modelo pronto, os outros contratos vão sair rápido", concluiu.
O diretor deixou o cargo a disposição do novo presidente do Banco, assim como todos os cargos de confiança da diretoria. O presidente do BNDES só dará entrevista quando fizer a apresentação da nova diretoria.

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