Aço

Consumo mundial deve crescer menos em 2009

Gazeta Mercantil
06/10/2008 04:42
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O preço dos produtos siderúrgicos no mercado internacional tem dado sinais de desaceleração, mas analistas e especialistas dizem tratar-se mais de um ajuste natural do que de um sinal de desaceleração também no consumo de aço. E mais, avaliam que, pelo menos por enquanto, a redução do preço não chegará ao Brasil.

 

Nos Estados Unidos, na Europa e na África já foram verificadas quedas dos preços de alguns produtos siderúrgicos. A bobina laminada a quente, usada na indústria automotiva, já apresentou uma queda de 25%, para US$ 900onelada no mercado internacional, ante os US$ 1.200 cobrados há alguns meses atrás. Em média, o preço do aço apresentou uma queda de 10% desde julho, calculou um analista.

 

"É uma adequação do mercado internacional, que viu os preços subirem muito nos últimos anos devido ao aumento dos custos de produção", afirmou Amilcar Teixeira dos Santos, diretor da consultoria Metal Data. "O preço do vergalhão caiu 7% nos Estados Unidos em setembro, mas ainda está 82% acima do preço de dezembro de 2007", disse o analista da Tendências Consultoria, Alexandre Gallotti.

 

Segundo o diretor executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo Lopes, apesar da turbulência, as previsões internacionais são otimistas para este ano. Ele adiantou que o Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI), que reúne as entidades representativas das siderúrgicas dos principais países produtores de aço, fez uma leve revisão para cima no consumo previsto para este ano, de 1.282 milhões de toneladas para 1.288 milhões de toneladas, a taxa de crescimento permanece em 6,7%.

 

Para 2009, contou Lopes, houve uma revisão para baixo: de 1,36 bilhão de toneladas para 1,35 bilhão. Com isso a alta será de 5,3%, não mais de 6,3%. Na China, principal produtor e consumidor de aço do mundo, os indicadores apontam para um menor ritmo de crescimento. O cenário também permanece um tanto incerto para o consumo norte-americano e europeu.

 

Atentas a esse movimento, grupos siderúrgicos internacionais têm avaliado reduzir a produção em algumas usinas, de modo a garantir a manutenção dos preços internacionais dos diversos tipos de aço. Segundo aos analistas, é o caso da ArcelorMittal, que já anunciou o corte de cerca de 30% da produção diária da unidade do grupo no Casaquistão, alegando demanda mais baixa.

 

Mas há quem diga que a crise financeira já afeta as compras de aço. "A partir de meados de setembro, deveria ter havido uma aceleração da demanda por parte da Europa, que reduz o ritmo nas férias, mas com as dificuldades de obtenção de financiamento, nem tantas compras têm sido fechadas, o que propicia a queda dos preços", disse Christiano Freire, presidente do Instituto Nacional das Distribuidoras de Aço (Inda). Ele afirmou, porém, que a mesma queda não deve ser verificada no País, pois a valorização de 30% do dólar ante o real desde julho mantém o preço interno no mesmo nível do internacional.

 

"Em siderurgia, o Brasil é uma ilha e há ainda mais razões para estar tranqüilos" disse Lopes. O IBS mantém a previsão para 2008 de alta de 12,5% das vendas, que é puxada pelos setores da construção civil, automotivo e de bens de capital. " E temos a Política de Desenvolvimento Produtivo, o PAC e o programa de perfuração em águas profundas da Petrobras, por isso não há porquê temer um problema no mercado interno."

 

No entanto, Freire, Gallotti e Santos lembraram que a redução do crédito, seja ao consumidor seja ao investidor, pode ser um entrave no crescimento do consumo de aço, pois pode limitar o crescimento da demanda por automóveis, eletrodomésticos e imóveis. E ainda limitar a expansão da capacidade produtiva.

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