Gas natural

Consumo de gás natural sobe 2,2% em março apesar de menor uso em térmicas, diz Abegás

Reuters, 24/05/2019
24/05/2019 17:55
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O consumo de gás natural no Brasil avançou cerca de 2,2% em março ante mesmo mês do ano passado, com alta em quase todos segmentos e maior expansão percentual no uso em cogeração e em comércios e residências, mostraram dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta sexta-feira.
Tanques para armazenamento de gás natural na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro 19/11/2014 REUTERS/Pilar Olivares
O desempenho veio apesar de um recuo de 2,5% no uso de gás para geração de energia em termelétricas e de uma queda de 2,1% no consumo do insumo como matéria-prima, segundo os dados.
Já o consumo na indústria cresceu 1,36% no período, abaixo da expansão de 1,66% do setor automotivo e de 7,27% nas residências. O uso de gás por estabelecimentos comerciais saltou 15,5% na comparação anual, enquanto instalações de cogeração aumentaram o consumo em 22,5%.
Na comparação de março com fevereiro, no entanto, houve um forte recuo de 16,18%, puxado por um uso menor principalmente em térmicas e na indústria, segmentos em que o consumo caiu 31,7% e 6,6%, respectivamente. Já as residências ampliaram a utilização do insumo em 28,7%, seguidas pelas instalações de cogeração, com alta de 22,4%.
No trimestre, segundo a Abegás, a alta no consumo foi de 3,3%, disse a Abegás, com expansão maior nos segmentos comercial (12,16%), automotivo (8,1%) e industrial (3,3%). Por outro lado, houve recuo de 5,7% em residências, de 3,9% no uso do gás como matéria-prima e queda de 0,6% no consumo em termelétricas.
Em nota, a associação destacou que o universo de clientes que consome gás chegou a 3,5 milhões, de acordo com o número de medidores instalados em indústrias, comércios, residências e outros pontos de consumo.
NOVO MERCADO
A Abegás ressaltou ainda que apoia os planos do governo Jair Bolsonaro de promover um “choque de oferta” de gás para reduzir custos da energia para a indústria, defendendo um aumento da concorrência no setor.
Os Ministérios da Economia e de Minas e Energia têm preparado um plano que vem sendo chamado no governo de “Novo Mercado de Gás” que deve envolver mudanças regulatórias no setor.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse no final de abril que o plano poderia ser apresentado em um prazo de 30 a 45 dias.
“É preciso que o país adote as medidas corretas que resolvam de fato o principal problema do setor — a falta de diversidade de ofertantes de gás”, disse em nota o presidente-executivo da Abegás, Augusto Salomon.
“O exemplo de outros países em que a cadeia de gás era excessivamente concentrada, como Reino Unido e Espanha, mostra que o caminho é criar medidas que aumentem a concorrência na oferta e emitam sinais favoráveis para novos investimentos, fundamental a posição e a integração entre os Ministérios da Minas e Energia e Economia”, acrescentou.
Em meio à preparação do pacote, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do governo instituiu no mês passado um Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural, com prazo de 60 dias para que este conclua suas atividades e proponha medidas de estímulo à concorrência.

O consumo de gás natural no Brasil avançou cerca de 2,2% em março ante mesmo mês do ano passado, com alta em quase todos segmentos e maior expansão percentual no uso em cogeração e em comércios e residências, mostraram dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta sexta-feira.

Tanques para armazenamento de gás natural na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro 19/11/2014 REUTERS/Pilar OlivaresO desempenho veio apesar de um recuo de 2,5% no uso de gás para geração de energia em termelétricas e de uma queda de 2,1% no consumo do insumo como matéria-prima, segundo os dados.

Já o consumo na indústria cresceu 1,36% no período, abaixo da expansão de 1,66% do setor automotivo e de 7,27% nas residências. O uso de gás por estabelecimentos comerciais saltou 15,5% na comparação anual, enquanto instalações de cogeração aumentaram o consumo em 22,5%.
Na comparação de março com fevereiro, no entanto, houve um forte recuo de 16,18%, puxado por um uso menor principalmente em térmicas e na indústria, segmentos em que o consumo caiu 31,7% e 6,6%, respectivamente. Já as residências ampliaram a utilização do insumo em 28,7%, seguidas pelas instalações de cogeração, com alta de 22,4%.

No trimestre, segundo a Abegás, a alta no consumo foi de 3,3%, disse a Abegás, com expansão maior nos segmentos comercial (12,16%), automotivo (8,1%) e industrial (3,3%). Por outro lado, houve recuo de 5,7% em residências, de 3,9% no uso do gás como matéria-prima e queda de 0,6% no consumo em termelétricas.
Em nota, a associação destacou que o universo de clientes que consome gás chegou a 3,5 milhões, de acordo com o número de medidores instalados em indústrias, comércios, residências e outros pontos de consumo.

Novo Mercado
A Abegás ressaltou ainda que apoia os planos do governo Jair Bolsonaro de promover um “choque de oferta” de gás para reduzir custos da energia para a indústria, defendendo um aumento da concorrência no setor.
Os Ministérios da Economia e de Minas e Energia têm preparado um plano que vem sendo chamado no governo de “Novo Mercado de Gás” que deve envolver mudanças regulatórias no setor.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse no final de abril que o plano poderia ser apresentado em um prazo de 30 a 45 dias.
“É preciso que o país adote as medidas corretas que resolvam de fato o principal problema do setor — a falta de diversidade de ofertantes de gás”, disse em nota o presidente-executivo da Abegás, Augusto Salomon.
“O exemplo de outros países em que a cadeia de gás era excessivamente concentrada, como Reino Unido e Espanha, mostra que o caminho é criar medidas que aumentem a concorrência na oferta e emitam sinais favoráveis para novos investimentos, fundamental a posição e a integração entre os Ministérios da Minas e Energia e Economia”, acrescentou.
Em meio à preparação do pacote, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do governo instituiu no mês passado um Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural, com prazo de 60 dias para que este conclua suas atividades e proponha medidas de estímulo à concorrência.

 

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