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Consórcio ameaça desistir de ampliar Santo Antônio

O grupo pede "medidas compensatórias cabíveis".

Valor Econômico
18/07/2013 09:41
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O grupo responsável pela hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), já pensa em desistir do bilionário projeto de ampliação da usina. A concessionária, liderada por Furnas e pela Odebrecht, ficou insatisfeita com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o assunto e tenta mudá-la. Se isso não ocorrer até o início de agosto, perde-se a derradeira janela climática para a execução da obra neste ano, o que deverá levar ao engavetamento definitivo do projeto.
No mês passado, em tentativa para dar fim à disputa entre os grupos que constroem as usinas de Santo Antônio e de Jirau, a Aneel autorizou o aumento da cota (altura do espelho d'água) do reservatório de Santo Antônio de 70,5 para 71,3 metros, o que permite a instalação de seis turbinas adicionais na hidrelétrica e um ganho de 207 MW médios.
A agência determinou, porém, que uma parte desse ganho - 24,3 MW médios - seja entregue à Energia Sustentável do Brasil, concessionária responsável por Jirau. Seria uma forma de compensá-la, já que seu próprio projeto de ampliação fica inviabilizado com o aumento da cota de Santo Antônio, localizado rio abaixo. Esse mecanismo, chamado tecnicamente de "cessão de lastro", foi a proposta final da Aneel para encerrar a disputa.
Em ofício protocolado ontem no Ministério de Minas e Energia, ao qual o Valor teve acesso, a concessionária Santo Antônio Energia ressalta que a solução adotada pela agência "compromete a viabilidade econômica" do projeto de ampliação da usina. O grupo pede "medidas compensatórias cabíveis" ou "medidas necessárias para tornar sem efeito a referida cessão de lastro".
Depois de lembrar que a decisão sobre o projeto está 20 meses atrasada, o ofício termina de forma taxativa: "Na impossibilidade de se atender as principais medidas compensatórias de cessão de lastro e ajuste de cronograma, ficaremos impossibilitados de executar os investimentos, com consequente frustração de geração adicional de 207 MW médios ao Sistema Interligado Nacional". Esse é o ganho previsto de energia firme - que pode ser efetivamente comercializado ao longo de todo o ano -, mas a potência instalada de Santo Antônio subiria ainda mais. Com a nova configuração, o empreendimento teria 50 turbinas, passando de 3.150 MW para 3.569 MW de potência - um acréscimo suficiente para fornecer energia a mais três milhões de pessoas.
A concessionária estima em R$ 1,5 bilhão o custo da ampliação. Procurada pelo Valor, ela confirmou o envio do ofício ao ministro Edison Lobão, mas não quis se pronunciar sobre seu teor.

O grupo responsável pela hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), já pensa em desistir do bilionário projeto de ampliação da usina. A concessionária, liderada por Furnas e pela Odebrecht, ficou insatisfeita com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o assunto e tenta mudá-la. Se isso não ocorrer até o início de agosto, perde-se a derradeira janela climática para a execução da obra neste ano, o que deverá levar ao engavetamento definitivo do projeto.


No mês passado, em tentativa para dar fim à disputa entre os grupos que constroem as usinas de Santo Antônio e de Jirau, a Aneel autorizou o aumento da cota (altura do espelho d'água) do reservatório de Santo Antônio de 70,5 para 71,3 metros, o que permite a instalação de seis turbinas adicionais na hidrelétrica e um ganho de 207 MW médios.


A agência determinou, porém, que uma parte desse ganho - 24,3 MW médios - seja entregue à Energia Sustentável do Brasil, concessionária responsável por Jirau. Seria uma forma de compensá-la, já que seu próprio projeto de ampliação fica inviabilizado com o aumento da cota de Santo Antônio, localizado rio abaixo. Esse mecanismo, chamado tecnicamente de "cessão de lastro", foi a proposta final da Aneel para encerrar a disputa.


Em ofício protocolado ontem no Ministério de Minas e Energia, ao qual o Valor teve acesso, a concessionária Santo Antônio Energia ressalta que a solução adotada pela agência "compromete a viabilidade econômica" do projeto de ampliação da usina. O grupo pede "medidas compensatórias cabíveis" ou "medidas necessárias para tornar sem efeito a referida cessão de lastro".


Depois de lembrar que a decisão sobre o projeto está 20 meses atrasada, o ofício termina de forma taxativa: "Na impossibilidade de se atender as principais medidas compensatórias de cessão de lastro e ajuste de cronograma, ficaremos impossibilitados de executar os investimentos, com consequente frustração de geração adicional de 207 MW médios ao Sistema Interligado Nacional". Esse é o ganho previsto de energia firme - que pode ser efetivamente comercializado ao longo de todo o ano -, mas a potência instalada de Santo Antônio subiria ainda mais. Com a nova configuração, o empreendimento teria 50 turbinas, passando de 3.150 MW para 3.569 MW de potência - um acréscimo suficiente para fornecer energia a mais três milhões de pessoas.


A concessionária estima em R$ 1,5 bilhão o custo da ampliação. Procurada pelo Valor, ela confirmou o envio do ofício ao ministro Edison Lobão, mas não quis se pronunciar sobre seu teor.

 

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