P,D&I

Computação aliada na exploração do pré-sal

Desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Fapesp
27/11/2015 13:52
Computação aliada na exploração do pré-sal Imagem: Divulgação Visualizações: 704

 

A exploração de petróleo na camada pré-sal vem exigindo, cada vez mais, o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que consigam otimizar o trabalho em regiões inóspitas e sob intensas intempéries. De olho nessa oportunidade de negócio, a Promec, uma empresa incubada no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), vem desenvolvendo um software para calcular os efeitos hidrodinâmicos e estruturais em embarcações sujeitas a condições ambientais extremas. O projeto conta, desde 2013, com o apoio da FAPERJ, por meio do edital Inovação Tecnológica.
A 300 quilômetros da costa, as plataformas de perfuração, navios e embarcações de apoio, que atuam na região do polo pré-sal na Bacia de Santos, podem sofrer com ondas de até 20 metros de altura, como aponta o pesquisador em Engenharia de Petróleo e sócio da Promec, Carlos Eduardo da Silva. "As condições são bem mais difíceis do que as na Bacia de Campos, onde a chamada 'onda centenária' chegou a 10 metros", acrescenta Carlos Eduardo. 
Segundo o pesquisador, os principais poços exploratórios localizados em reservatórios pós-sal da Bacia de Campos estão em distâncias médias de 120 quilômetros da costa. Nessa região, os desafios envolvidos na navegação e na garantia de estabilidade hidrodinâmica de navios e plataformas foram superados com pleno sucesso pela indústria de petróleo lá instalada. Por outro lado, na Bacia de Santos, que tem reservas do pré-sal com afastamentos da costa próximos a 300 km, as condições ambientais são mais severas e têm demandado constantes estudos em inovação tecnológica.
Responsável pelo software, batizado de Sistab – sistema de análise hidrodinâmica de plataformas de petróleo –, Carlos Eduardo lembra que a ferramenta computacional começou a ser desenvolvida ainda em 2012, com o aporte de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Após a primeira fase de desenvolvimento do código do software, o projeto entrou em um segundo estágio, mais completo, com o apoio da FAPERJ. Segundo Carlos Eduardo, a previsão é a de que o Sistab esteja finalizado e pronto para ser comercializado já no primeiro semestre do ano que vem.   
Ao quantificar movimentos acoplados (onda-navio-ancoragem-dutos), o software irá contribuir nos projetos de embarcações, minimizando movimentos excessivos em alto-mar, que podem comprometer o conforto dos profissionais embarcados e até provocar danos estruturais nos conectores de risers – dutos que conduzem o petróleo ou o gás do fundo do mar até a plataforma – e no casco do navio. O pesquisador ressalta que a tecnologia pode ser usada, inclusive, para auxiliar projetistas de embarcações que fazem transporte marítimo de longo percurso de commodities, como minérios, e até em ações da Marinha do Brasil no patrulhamento da costa. 
"Temos interesse em convencer desenhistas e projetistas de estrutura naval que oferecem projetos à Petrobras e à Vale, por exemplo, sobre a funcionalidade do nosso sistema. E também tentar colocar a ferramenta disponível aos engenheiros, para que eles possam interpretar melhor esses eventos externos a que os navios estão sujeitos em alto-mar", diz Carlos Eduardo. 
Antes mesmo do lançamento do software, a Promec deve mudar de casa, dando o primeiro passo para uma fase mais 'madura'. A empresa vai disputar uma vaga no Parque Tecnológico da UFRJ, que abriu chamada pública no início de outubro dirigida a micro, pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e companhias pós-incubadas interessadas em se instalar no local. Estão disponíveis 808 metros quadrados para a ocupação de até 16 salas. As empresas graduadas de incubadoras de negócios há um ano ou menos terão custos diferenciados para se instalar no Parque da UFRJ, considerado o maior do País. 
"Nascemos no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), nos tornamos uma empresa spin-off da Coppe  (derivada da Coppe) e, agora, seguiremos para um novo estágio. Estamos muito felizes com essa promessa de mudança", afirma o pesquisador. 

A exploração de petróleo na camada pré-sal vem exigindo, cada vez mais, o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que consigam otimizar o trabalho em regiões inóspitas e sob intensas intempéries. De olho nessa oportunidade de negócio, a Promec, uma empresa incubada no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), vem desenvolvendo um software para calcular os efeitos hidrodinâmicos e estruturais em embarcações sujeitas a condições ambientais extremas. O projeto conta, desde 2013, com o apoio da FAPERJ, por meio do edital Inovação Tecnológica.

A 300 quilômetros da costa, as plataformas de perfuração, navios e embarcações de apoio, que atuam na região do polo pré-sal na Bacia de Santos, podem sofrer com ondas de até 20 metros de altura, como aponta o pesquisador em Engenharia de Petróleo e sócio da Promec, Carlos Eduardo da Silva. "As condições são bem mais difíceis do que as na Bacia de Campos, onde a chamada 'onda centenária' chegou a 10 metros", acrescenta Carlos Eduardo. 

Segundo o pesquisador, os principais poços exploratórios localizados em reservatórios pós-sal da Bacia de Campos estão em distâncias médias de 120 quilômetros da costa. Nessa região, os desafios envolvidos na navegação e na garantia de estabilidade hidrodinâmica de navios e plataformas foram superados com pleno sucesso pela indústria de petróleo lá instalada. Por outro lado, na Bacia de Santos, que tem reservas do pré-sal com afastamentos da costa próximos a 300 km, as condições ambientais são mais severas e têm demandado constantes estudos em inovação tecnológica.

Responsável pelo software, batizado de Sistab – sistema de análise hidrodinâmica de plataformas de petróleo –, Carlos Eduardo lembra que a ferramenta computacional começou a ser desenvolvida ainda em 2012, com o aporte de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Após a primeira fase de desenvolvimento do código do software, o projeto entrou em um segundo estágio, mais completo, com o apoio da FAPERJ. Segundo Carlos Eduardo, a previsão é a de que o Sistab esteja finalizado e pronto para ser comercializado já no primeiro semestre do ano que vem.   

Ao quantificar movimentos acoplados (onda-navio-ancoragem-dutos), o software irá contribuir nos projetos de embarcações, minimizando movimentos excessivos em alto-mar, que podem comprometer o conforto dos profissionais embarcados e até provocar danos estruturais nos conectores de risers – dutos que conduzem o petróleo ou o gás do fundo do mar até a plataforma – e no casco do navio. O pesquisador ressalta que a tecnologia pode ser usada, inclusive, para auxiliar projetistas de embarcações que fazem transporte marítimo de longo percurso de commodities, como minérios, e até em ações da Marinha do Brasil no patrulhamento da costa. 

"Temos interesse em convencer desenhistas e projetistas de estrutura naval que oferecem projetos à Petrobras e à Vale, por exemplo, sobre a funcionalidade do nosso sistema. E também tentar colocar a ferramenta disponível aos engenheiros, para que eles possam interpretar melhor esses eventos externos a que os navios estão sujeitos em alto-mar", diz Carlos Eduardo. 

Antes mesmo do lançamento do software, a Promec deve mudar de casa, dando o primeiro passo para uma fase mais 'madura'. A empresa vai disputar uma vaga no Parque Tecnológico da UFRJ, que abriu chamada pública no início de outubro dirigida a micro, pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e companhias pós-incubadas interessadas em se instalar no local. Estão disponíveis 808 metros quadrados para a ocupação de até 16 salas. As empresas graduadas de incubadoras de negócios há um ano ou menos terão custos diferenciados para se instalar no Parque da UFRJ, considerado o maior do País. 

"Nascemos no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), nos tornamos uma empresa spin-off da Coppe  (derivada da Coppe) e, agora, seguiremos para um novo estágio. Estamos muito felizes com essa promessa de mudança", afirma o pesquisador. 

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