Transição Energética

Como evitar problemas na transição para o Mercado Livre de Energia

De acordo com Nahima Razuk, advogado do escritório Razuk Barreto Valiati, o Ambiente de Contratação Livre requer orientações e cuidados para garantir a economia para os clientes em alta tensão.

Redação TN Petróleo/Assessoria
27/05/2024 10:01
Como evitar problemas na transição para o Mercado Livre de Energia Imagem: Divulgação Visualizações: 1780

O Mercado Livre de Energia encerrou 2023 com 38.531 unidades consumidoras, o que representa um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Embora as empresas que negociam energia neste ambiente representem menos de 1% do número de unidades consumidoras do país, elas responderam por cerca de 40% do total da energia consumida no Brasil, segundo as informações da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). No país, é possível receber energia de duas formas: no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) é formado pelos consumidores de energia residencial e de organizações de pequeno porte em baixa tensão, fornecida pela distribuidora de acordo com a localização do consumidor. Trata-se de um ambiente controlado, com preços regulados baseados na cor das bandeiras tarifárias.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), conhecido como Mercado Livre de Energia, os consumidores negociam livremente as condições de compra de energia elétrica direto com as geradoras ou comercializadoras. Assim, no caso de os consumidores se adequarem aos parâmetros mínimos, eles podem negociar de quem comprar eletricidade e em quais condições. Em 2023, mais de 7 mil empresas decidiram ingressar neste mercado.

Entre as condições passíveis de negociação, estão o preço e as condições de pagamento, as datas e os índices de reajustes, a quantidade de energia e a forma de envio e até mesmo a origem da energia contratada – hidrelétrica, eólica, solar, entre outras. "O Mercado Livre se difere do mercado regulado, oferecendo mais liberdade e vantagens aos consumidores, que podem firmar contratos de curto, médio ou longo prazo", explica Nahima Razuk, sócia do escritório Razuk Barreto Valiati.
 

Uma corrida para o Mercado Livre
Apenas entre janeiro e fevereiro de 2024, outras 19 mil empresas já informaram as distribuidoras de energia sobre a migração para o Mercado Livre. A maior parte das empresas que migraram visa reduzir os custos, além de adequar o fornecimento e consumo de energia às estratégias de sustentabilidade. As estimativas são de que, no ano de2023, o ACL tenha obtido uma economia de R$ 48 bilhões em comparação ao ACR. Desde 2003, a perspectiva é que a redução de custos esteja na ordem de R$ 339 bilhões, de acordo com a ABRACEEL.

Essa corrida para a transição é consequência de uma mudança na legislação. A Portaria 50/2022, do Ministério de Minas e Energia, deu mais liberdade na escolha do fornecedor de energia, autorizando os consumidores em alta tensão a migrarem para o ACL. Com essa mudança, as projeções são de que mais de 160 mil negócios passaram a se enquadrar neste perfil, podendo requerer uma transição em seu fornecimento.

"Algumas estimativas projetam que os contratos bem amarrados podem se reverter em uma economia de até 30% no Mercado Livre em relação ao mercado regulado. Com esse objetivo em mente, muitos negócios estão avaliando e tomando a decisão de fazer a migração neste ano", observa Nahima.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ESG
Inscrições abertas até 26/2 para o seminário Obrigações ...
20/02/26
Capacitação Profissional
Copa Energia promove inclusão produtiva de mulheres em t...
12/02/26
Biometano
Biometano em foco com debate sobre crédito, regulação e ...
12/02/26
Comunicação Corporativa
Ampla assina campanha de enfrentamento ao assédio no Car...
11/02/26
Energia Elétrica
Lançamento de chamada do Lab Procel II reforça o Rio com...
10/02/26
Energia Elétrica
Prime Energy firma novo contrato com o Hotel Villa Rossa...
10/02/26
Energia elétrica
ABGD apresenta à ANEEL estudo técnico sobre impactos da ...
09/02/26
Economia Circular
Foresea encerra ciclo 2024/2025 do Programa Socioambient...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Sustentabilidade
Porto do Pecém é premiado com Selo de Sustentabilidade p...
27/01/26
Comunicação Corporativa
Itaú Uniclass abre espaço de consultoria especializada e...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Evento
Grande Recife entra no circuito dos grandes eventos do T...
20/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Comunicação
5 erros que sabotam a comunicação interna das empresas e...
13/01/26
Saúde e Bem-estar
Terra Verão 2026 oferece atividades gratuitas de saúde, ...
13/01/26
Campanha
Janeiro Roxo: Brasil ocupa segunda posição em novos caso...
13/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.