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Exportações

Commodities avançam e exportações para a China voltam a subir em 2016

30/08/2016 | 09h58

As exportações para a China cresceram 2,5% em valor e 18,3% em volume entre janeiro e julho deste ano. Com o aumento, o país asiático ampliou seu domínio na lista dos principais compradores de produtos feitos no Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as vendas para os chineses renderam US$ 23,140 bilhões no acumulado em 2016, ante US$ 22,176 bilhões em sete meses de 2015.

O avanço acontece apesar da queda nos preços internacionais de diversos produtos básicos, como o petróleo e o minério de ferro, que dominam a pauta de exportações brasileiras para a China.

Assim, foi fundamental a alta no volume de vendas para o avanço dos rendimentos. Entre janeiro e julho deste ano, foram exportados 165,711 bilhões de quilos, frente a 140,118 bilhões de quilos em 2015.

Entre os dez produtos mais vendidos para a China, apenas a liga metálica ferronióbio teve recuo, de 21,8%, no volume exportado. Já a soja, o minério de ferro e o petróleo, itens mais vendidos para os asiáticos neste ano, registraram aumentos no montante de embarques.

Para o grão, o avanço foi de 7,9%, totalizando 33,598 bilhões de quilos exportados. O volume dos embarques do minério cresceu 26,4%, para 112,244 bilhões de quilos, e a quantia de vendas do petróleo subiu 9,9%, para 8,758 bilhões de quilos.

Também aumentaram os volumes exportados de pasta química de madeira (30,4%), pedaços de galos/galinhas (68%), açúcar de cana (36,5%), carne bovina (500%) e catodos de cobre (51%).

A hegemonia dos produtos básicos na pauta de exportação foi mantida neste ano, totalizando 82,7% dos ganhos (US$ 19,131 bilhões). Entretanto, foi registrado avanço de 19,5% no rendimento de produtos industrializados, que chegou a US$ 3,998 bilhões.

Um dos motivos da alta, em 2016, foi a venda de aviões para os chineses, que gerou US$ 100 milhões para o País, e não foi realizada em 2015. Ainda foram registrados aumentos nos embarques de aparelhos para filtração de gases (US$ 163 milhões), couros e peles (US$ 87 milhões) máquinas e aparelhos mecânicos (US$ 60 milhões) e aparelhos interruptores (US$ 50 milhões).

Principais compradores

Com o avanço das exportações para a China, o gigante asiático se distanciou ainda mais dos Estados Unidos e da Argentina na liderança entre os maiores importadores de mercadorias brasileiras. Os dois países americanos diminuíram suas compras do Brasil neste ano.

"Os chineses devem continuar como nossos principais parceiros comerciais por muito tempo", afirmou Matheus Andrade, consultor da Barral M Jorge .

Segundo ele, o ganho de renda da população do país asiático deve continuar incentivando as compras de commodities brasileiras nos próximos anos, ainda que um recuo do investimento chinês em infraestrutura possa causar uma "desaceleração" nas vendas de minério de ferro.

O especialista apontou também que os produtores brasileiros poderiam "agregar mais valor" aos seus produtos para ampliar a receita com exportações para a China. "Além do grão de soja, poderíamos vender mais o farelo e o óleo de soja", exemplificou Andrade.

Ele ainda ressaltou que uma tendência protecionista, nos Estados Unidos, pode impedir avanços nos embarques para os norte-americanos, ampliando a vantagem chinesa. "Os dois candidatos à Presidência [dos EUA] não indicam uma abertura comercial maior."

Já Victor Gomes, professor de economia da Universidade de Brasília (UNB), disse que há incertezas sobre a continuidade do crescimento chinês nos próximos anos.

"Não consigo vislumbrar um aumento muito maior das nossas exportações, há muita incerteza quanto à sustentabilidade de uma economia que depende muito de subsídios e controle do câmbio", disse.

No sentido contrário, ele projetou um aumento das vendas para Estados Unidos e Argentina. "A economia americana encontrou maior estabilidade e o Maurício Macri [presidente argentino] deve fomentar o comércio exterior", justificou Gomes.

Importações

Enquanto as exportações para os chineses voltaram a crescer depois de dois anos de quedas, as compras brasileiras do país asiático despencaram 34,9% entre janeiro e julho, para US$ 12,999 bilhões.

Também foi registrado recuo (-31,2%) no volume de produtos comprados, que totalizou 4,603 bilhões de quilos em sete meses deste ano.

"Esse movimento é visto em quase todos os países que negociam com o Brasil. Como a demanda interna brasileira está muito fraca, existe uma tendência de queda das compras", afirmou Andrade.

Os principais produtos importados da China pelo Brasil, em 2016, foram barcos-faróis (US$ 626 milhões), partes de aparelhos de telefonia (US$ 600 milhões) e partes de aparelhos para radiodifusão (US$ 338 milhões).



Fonte: DCI - 30/08/2016
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