Empresas

Comgás inicia campanha para reverter queda nas vendas de GNV

Distribuidora foi comprada pela Cosan.

Valor Econômico
13/12/2013 16:06
Visualizações: 1162

 

A Comgás, distribuidora de gás natural que foi comprada pela Cosan por R$ 3,4 bilhões no fim de 2012, pretende recuperar parte do espaço perdido nas bombas de combustíveis, território que a sua nova controladora conhece como a palma da mão. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, possui uma capacidade de produção de 1,9 bilhão de litros de etanol por ano e é dona de uma rede de 4.700 postos no país.
Desde 2009, a demanda por gás natural veicular (GNV) na área de concessão da Comgás caiu pela metade, afirma o presidente da distribuidora, Luís Henrique Guimarães, que quer conter esse movimento. "Nos últimos três ou quatros anos, o consumo de GNV vem caindo a uma taxa de 13% ao ano. Nossa expectativa é frear essa tendência e fechar 2013 com uma queda em torno de 10%", diz o executivo, que espera conseguir elevar em 5% as vendas em 2014.
O principal comprador do combustível são os taxistas. Enquanto os motoristas de São Paulo deixaram de consumir o GNV nos últimos cinco anos, quase a totalidade da frota de táxi do Rio de Janeiro ainda utiliza o combustível, compara Guimarães, para quem existe uma clientela que poderia ser reconquistada no mercado paulista.
No terceiro trimestre deste ano, a Comgás vendeu uma quantidade 12% menor de GNV que em igual período do ano passado. O volume comercializado caiu de 70,1 milhões para 61,7 milhões de metros cúbicos. O consumo residencial de gás canalizado, ao contrário, aumentou 15% no período, de 56,8 milhões para 65,4 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre deste ano.
Para tentar reverter a queda na demanda de gás veicular, Guimarães decidiu investir em uma campanha de marketing para mostrar que o combustível é mais vantajoso do que a gasolina e o etanol. "Esse era o segredo mais bem guardado da Comgás", ironiza o executivo, referindo-se à gestão anterior da distribuidora, que não investia em propaganda.
Como as verbas de marketing não entram no cálculo das tarifas de gás, as concessionárias evitam gastar dinheiro com campanhas. "Mas ter o monopólio de uma área de concessão não significa não ter concorrentes", afirma Guimarães.
A ideia, diz o executivo, é aproveitar a entressafra da cana, quando o etanol fica menos competitivo, para ganhar mercado nas bombas. Enquanto o custo para o motorista do GNV é de R$ 0,03 por quilômetro rodado, o etanol sai para o mesmo motorista por R$ 0,25. Já a gasolina custa R$ 0,27 por km rodado, de acordo com uma tabela que a Comgás começou a divulgar para os consumidores.
A distribuidora fechou ainda uma parceria com 100 concessionárias de veículos para a instalação do GNV, chamada de "kit economia". O objetivo é mostrar que, assim como os clientes colocam DVD e teto solar nos veículos, eles também podem optar por ter uma tanque de gás natural, diz o presidente da Comgás.
A distribuidora também busca sensibilizar o governo do Estado de São Paulo, deputados e prefeitos. Segundo Guimarães, o GNV poderia, por exemplo, ter incentivos tributários, como descontos no ICMS e no IPVA dos veículos, por ser um combustível mais limpo que a gasolina e o óleo diesel.
Guimarães atribui a fraca presença do GNV em São Paulo à falta de estímulos fiscais. Os paulistas também parecem ser mais pessimistas em relação aos riscos de abastecimento, avalia. Ainda parece existir uma desconfiança gravada na memória dos consumidores com a crise do gás da Bolívia, entre 2006 e 2008, acrescenta.
Cerca de 60% do gás distribuído pela Comgás é boliviano e seus custo está atrelado dólar. Em anos de eleições presidenciais, são maiores as chances de nervosismo nas taxas de câmbio. Guimarães prevê, porém, que a moeda americana fique entre R$ 2,30 e R$ 2,35 em 2014, não muito distante dos patamares atuais. No reajuste tarifário da distribuidora, que ocorre em maio, o câmbio estava em R$ 2,03. A diferença acumulada deve ser repassada às tarifas no próximo reajuste, em maio de 2014.

A Comgás, distribuidora de gás natural que foi comprada pela Cosan por R$ 3,4 bilhões no fim de 2012, pretende recuperar parte do espaço perdido nas bombas de combustíveis, território que a sua nova controladora conhece como a palma da mão. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, possui uma capacidade de produção de 1,9 bilhão de litros de etanol por ano e é dona de uma rede de 4.700 postos no país.

Desde 2009, a demanda por gás natural veicular (GNV) na área de concessão da Comgás caiu pela metade, afirma o presidente da distribuidora, Luís Henrique Guimarães, que quer conter esse movimento. "Nos últimos três ou quatros anos, o consumo de GNV vem caindo a uma taxa de 13% ao ano. Nossa expectativa é frear essa tendência e fechar 2013 com uma queda em torno de 10%", diz o executivo, que espera conseguir elevar em 5% as vendas em 2014.

O principal comprador do combustível são os taxistas. Enquanto os motoristas de São Paulo deixaram de consumir o GNV nos últimos cinco anos, quase a totalidade da frota de táxi do Rio de Janeiro ainda utiliza o combustível, compara Guimarães, para quem existe uma clientela que poderia ser reconquistada no mercado paulista.

No terceiro trimestre deste ano, a Comgás vendeu uma quantidade 12% menor de GNV que em igual período do ano passado. O volume comercializado caiu de 70,1 milhões para 61,7 milhões de metros cúbicos. O consumo residencial de gás canalizado, ao contrário, aumentou 15% no período, de 56,8 milhões para 65,4 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre deste ano.

Para tentar reverter a queda na demanda de gás veicular, Guimarães decidiu investir em uma campanha de marketing para mostrar que o combustível é mais vantajoso do que a gasolina e o etanol. "Esse era o segredo mais bem guardado da Comgás", ironiza o executivo, referindo-se à gestão anterior da distribuidora, que não investia em propaganda.

Como as verbas de marketing não entram no cálculo das tarifas de gás, as concessionárias evitam gastar dinheiro com campanhas. "Mas ter o monopólio de uma área de concessão não significa não ter concorrentes", afirma Guimarães.

A ideia, diz o executivo, é aproveitar a entressafra da cana, quando o etanol fica menos competitivo, para ganhar mercado nas bombas. Enquanto o custo para o motorista do GNV é de R$ 0,03 por quilômetro rodado, o etanol sai para o mesmo motorista por R$ 0,25. Já a gasolina custa R$ 0,27 por km rodado, de acordo com uma tabela que a Comgás começou a divulgar para os consumidores.

A distribuidora fechou ainda uma parceria com 100 concessionárias de veículos para a instalação do GNV, chamada de "kit economia". O objetivo é mostrar que, assim como os clientes colocam DVD e teto solar nos veículos, eles também podem optar por ter uma tanque de gás natural, diz o presidente da Comgás.

A distribuidora também busca sensibilizar o governo do Estado de São Paulo, deputados e prefeitos. Segundo Guimarães, o GNV poderia, por exemplo, ter incentivos tributários, como descontos no ICMS e no IPVA dos veículos, por ser um combustível mais limpo que a gasolina e o óleo diesel.

Guimarães atribui a fraca presença do GNV em São Paulo à falta de estímulos fiscais. Os paulistas também parecem ser mais pessimistas em relação aos riscos de abastecimento, avalia. Ainda parece existir uma desconfiança gravada na memória dos consumidores com a crise do gás da Bolívia, entre 2006 e 2008, acrescenta.

Cerca de 60% do gás distribuído pela Comgás é boliviano e seus custo está atrelado dólar. Em anos de eleições presidenciais, são maiores as chances de nervosismo nas taxas de câmbio. Guimarães prevê, porém, que a moeda americana fique entre R$ 2,30 e R$ 2,35 em 2014, não muito distante dos patamares atuais. No reajuste tarifário da distribuidora, que ocorre em maio, o câmbio estava em R$ 2,03. A diferença acumulada deve ser repassada às tarifas no próximo reajuste, em maio de 2014.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização d...
04/07/26
Combustíveis
Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina após qu...
03/07/26
Financiamento
FAPESP destina R$ 50 milhões para projetos de inovação e...
03/07/26
Pessoas
Alessandra Davolio Gomes assume a direção de um dos maio...
02/07/26
Bacia Potiguar
BRAVA Energia inaugura Centro de Operações Integradas e ...
02/07/26
Tecnologia e Inovação
ABPIP desenvolve ecossistema próprio de inteligência art...
02/07/26
Etanol de milho
Atvos lança Pedra Fundamental da primeira planta de etan...
02/07/26
Reconhecimento
Constellation é a única empresa do setor de perfuração d...
02/07/26
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.