Álcool

Combustível perde competitividade

Jornal do Commercio
15/07/2008 08:43
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A alta dos preços do etanol ao produtor já está chegando às bombas e fazendo com que o combustível renovável perca competitividade em relação à gasolina. É o que aponta a pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Dados do setor indicam que o álcool é vantajoso até seu preço atingir 70% do preço da gasolina.

 

Segundo análise feita com base nos dados da ANP na semana terminada em 12 de julho, o etanol era mais vantajoso que a gasolina em 14 estados, na média. Na semana anterior, o etanol era competitivo em 16 Estados. O número de estados onde a gasolina ganha do álcool subiu de 11 para 13 no período.

 

A competitividade do etanol segue firme principalmente em Mato Grosso, São Paulo e Paraná. Os estados em que a gasolina segue com muita vantagem em relação ao etanol são Amapá, Roraima e Pará.

 

Na semana terminada em 12 de julho, as maiores altas no preço do etanol na bomba foram registrados nos estados de Pernambuco (+6,2%), Paraíba (+6%) e Alagoas (+4,34%) em função, principalmente, do final da safra da região Norte/Nordeste. Rio Grande do Norte e Amazonas também registraram alta significativa de 3,67%. No total, o álcool registrou alta em 16 estados e queda em 11 estados. De acordo com a Unica, as vendas de etanol para o mercado interno em junho somaram 1,607 bilhões de litros, principalmente em função do aumento no envio de etanol para o abastecimento da região Nordeste do País.

 

Já as exportações, do início da safra até o final de junho, cresceram 43,8% em relação à safra anterior, totalizando 1,1 bilhão de litros até o final de junho - 50% de etanol anidro e 50% de hidratado. Apenas no mês de junho, as exportações atingiram 500 milhões de litros contra 390 milhões de litros em junho de 2007. Cerca de 70% do total de etanol exportado na safra 2008/09 até o final de junho seguiram para os Estados Unidos.

 

O total exportado até o final de junho, já incluído o etanol que segue para o mercado americano via Caribe, chegou a 770 milhões de litros, um aumento de 84% sobre os 418 milhões de litros exportados no mesmo período da safra 2007/08.

 

O tamanho da safra 2008/09 em relação à projeção inicial, tanto em termos da quantidade de cana a ser moída quanto do volume de produtos obtidos por tonelada processada, ainda poderá ser revisto pela Unica em função dos resultados ao longo do mês. Outro fator que pode influenciar o tamanho da safra é o início da produção nas novas unidades instaladas na região Centro-Sul. Até o final de junho, apenas seis das 32 novas unidades previstas já haviam iniciado suas atividades na safra 2008/09.

 

O volume de cana processada na primeira quinzena de julho na região Centro-Sul aumentou 3,74% em relação à igual quinzena da safra passada, segundo informou a Unica. O crescimento ficou abaixado do esperado considerando a ausência de chuvas significativas nas regiões produtoras desde o final de maio.

 

Apesar do aumento no volume da cana processada, a produtividade da cana registrou queda de 4,94% no período. Na última quinzena, a produção de açúcar caiu 11,61% em relação ao mesmo período de 2007/08. Já a produção de etanol subiu 7,43%. Deste total, o hidratado subiu 11,85% e o anidro teve aumento marginal de 0,66%.

 

Segundo a Unica, desde o início da safra até o final de junho, foram processadas 140,55 milhões de toneladas, um aumento de 4,39% sobre o mesmo período da safra 2007/08. A safra permanece predominantemente alcooleira, com 61,07% da cana-de-açúcar colhida destinada à produção de etanol. Em relação à safra anterior, o volume de cana destinado à produção de álcool subiu 9,04% enquanto o volume destinado ao açúcar caiu 11,51%.

 

Foram produzidas 6,47 milhões de toneladas de açúcar, 13,17% abaixo do total da safra anterior no mesmo período, e 6,21 bilhões de litros de etanol, aumento de 7,18% em relação à safra 2007/08. O volume de ATR por tonelada de cana diminuiu 6,01%, de 132,01 em 2007/08 para 124,07 no período analisado da safra 2008/09.

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