Álcool

Combustível latino-americano

Jornal do Brasil
14/02/2006 00:00
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Brasil pretende usar BNDES para fomentar produção de álcool na região e atingir mercado dos Estados Unidos

O governo federal estuda usar o cofre do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fomentar a produção e consumo do álcool combustível na América Latina. A idéia do governo é ajudar os produtores nacionais a investir em operações nos países vizinhos e firmar cooperação técnica para o desenvolvimento destes mercados.

- Além de fornecer informações, estamos dispostos a participar ativamente do processo, elaborando projetos e inclusive estudando as possibilidades de financiamento. O BNDES, por exemplo, pode ajudar empresas do Brasil nestes países - afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

Como argumento, o ministro lembrou a dependência energética dos países da América Central. Segundo ele, muitas dessas nações não têm reservas de petróleo e pagam caro pela gasolina. O etanol, portanto, seria uma alternativa para o abastecimento interno. Para o representante da Guatemala, Carlos Ayeda, o financiamento deverá ser usado pelos países.

- Vamos desenvolver esse projeto com o mercado aberto e a participação de capital brasileiro deverá acontecer certamente - disse. Além dele, outros 10 representantes de países latino-americanos estiveram em Brasília para conhecer a proposta brasileira.

A cooperação na produção do etanol na América Central não é apenas um ato de bondade do Brasil. Tais países podem servir para que o álcool brasileiro chegue aos Estados Unidos. Isso já acontece na Jamaica, onde uma destilaria brasileira leva o combustível produzido no Brasil, o modifica ligeiramente e vende para os Estados Unidos.

O mecanismo faz sentido, pois a venda do produto brasileiro diretamente aos EUA é sobretaxada - 2,5% de impostos mais US$ 0,54 por galão, o que, dependendo da cotação do dólar, atinge o preço de custo. Assim, os exportadores poderiam se aproveitar dos acordos preferenciais que os países da América Central têm com o gigante americano para escoar o produto feito no Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no ano passado foram exportados 133 mil litros de álcool para a Jamaica. Não se sabe quanto desse total foi revendido aos Estados Unidos.

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