Economia

CNI: valorização do dólar vai melhorar competitividade da indústria

Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, com a cotação mais baixa alguns setores - em especial, os setores automobilístico, de máquinas e equipamentos, e eletroeletrônicos - se beneficiaram por importar componentes ao invés de comprar os que são

Agência Brasil
17/05/2012 10:49
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A valorização do dólar, cotado na quarta-feira (16) a R$ 2, é positiva para o país e não trará reflexos inflacionários, na opinião do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade. Segundo ele, com essa cotação a indústria brasileira terá mais competitividade tanto no mercado interno como no externo.

“O câmbio do dólar a R$ 2 melhorou a situação da economia, da indústria e do Brasil. Ele dará mais competitividade à indústria brasileira, que estava sufocada”, disse Andrade. “Já é suficiente para termos uma recuperação importante, mas se subir um pouco ficará ainda melhor”, acrescentou.

A CNI considera como “ideal”, uma cotação entre R$ 2,40 e R$ 2,60. “Mas o dólar custando R$ 2 já nos dá mais competitividade e isonomia na competição com produtos importados”, avaliou.

Com a cotação mais baixa, argumenta o industrial, alguns setores - em especial, os setores automobilístico, de máquinas e equipamentos, e eletroeletrônicos - se beneficiaram por importar componentes ao invés de comprar os que são produzidos no Brasil. “Agora eles terão de rever essa estratégia e comprar no mercado interno”.

Para Andrade, o país não corre riscos inflacionários decorrentes da valorização da moeda norte-americana. “Esse aumento não será inflacionário, até porque a inflação [recente] foi bancada principalmente por produtos agrícolas e serviços, que são setores que não sofrem impactos do dólar”.
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