Comércio Exterior

CNI: Estados Unidos devem voltar a ser prioridade na estratégia comercial brasileira

As exportações de manufaturados para os americanos caíram 15%.

CNI
13/02/2015 10:08
Visualizações: 874

Só será possível recuperar o espaço perdido no mercado norte-americano nos últimos dez anos, se o Brasil avançar na agenda econômica com os Estados Unidos com medidas para facilitar o comércio bilateral e o trânsito de pessoas. Essa é a avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. No ano passado, o Brasil exportou US$ 13,7 bilhões para os EUA e, com contração das vendas para a Argentina, os EUA se tornaram o principal mercado das manufaturas brasileiras.

No entanto, o comércio bilateral ainda está aquém do seu potencial. Entre 2003 e 2008, as vendas brasileiras de produtos manufaturados estavam na ordem de US$ 16 bilhões. Caíram para US$ 9,3 bilhões em 2009 e desde então têm crescido timidamente. “Há pelo menos US$ 2,3 bilhões para serem recuperados”, diz Abijaodi. Nesta semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, viajou à Washington e se encontrou com a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Penny Pritzker. Para a CNI, o momento é ideal para retomar as relações e, desta forma, a indústria elencou os projetos prioritários para saírem do papel.

No curto prazo, a CNI entende que é possível: ratificar acordos já assinados como o de céus abertos, avançando na facilitação do fluxo de pessoas em viagens de negócios, com a assinatura do Global Entry; assinar o acordo de patentes, chamado de Patent Prosecution Highway Agreement (PPH), que aprofunda a cooperação bilateral, acelerando a análise e a concessão de patentes; concluir a negociação do acordo previdenciário, que assegura aos trabalhadores brasileiros e americanos a portabilidade do tempo de contribuição à seguridade social; e retomar as negociações com os Estados Unidos para o uso da base de Alcântara (MA), um ativo que deve ser explorado para financiar o programa espacial brasileiro.

Ainda na avaliação da CNI, no longo prazo, o Brasil deve começar a negociar com os Estados Unidos um acordo de livre comércio, que inclua acesso a mercados, cooperação e redução das barreiras não tarifárias. Também é importante viabilizar acordos para evitar a dupla tributação, para facilitar e tornar mais competitivo o investimento de empresas brasileiras no mercado americano, atualmente o maior destino individual de investimentos das multinacionais brasileiras, e das empresas americanas no Brasil.

“Temos uma agenda ambiciosa pela frente. Há muito a ser feito pelo aumento da agenda bilateral. Precisamos aproximar as empresas brasileiras dos centros públicos americanos de pesquisa e avançar em acordos para eliminar barreiras técnicas. Percebo boa vontade do governo, o momento de agir é agora”, diz Abijaodi.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
IBEM26
ABPIP destaca papel dos produtores independentes na inte...
25/03/26
Workshop
Governo de Sergipe e FGV Energia debatem futuro do offsh...
25/03/26
iBEM26
Bahia Gás aposta em gás natural e biometano para impulsi...
25/03/26
iBEM26
iBEM 2026 começa em Salvador com debates sobre segurança...
25/03/26
Indústria Naval
BR Offshore lança pedra fundamental de complexo logístic...
24/03/26
Resultado
Constellation Oil Services registra EBITDA ajustado de U...
24/03/26
Bacia de Campos
Equinor inicia campanha de perfuração do projeto Raia
24/03/26
Macaé Energy
Atlas Copco Rental tem participação destaque na Macaé En...
24/03/26
Energia Eólica
Equinor fortalece portfólio de energia no Brasil
23/03/26
Macaé Energy
LAAM Offshore fortalece presença estratégica no Macaé En...
23/03/26
IBEM26
iBEM 2026 reúne especialistas e discute futuro da energia
23/03/26
Crise
Conflito entre EUA e Irã: alta do petróleo pressiona cus...
20/03/26
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23